Discernimento numa segunda volta apertada
Talvez a questão decisiva desta eleição não seja apenas qual dos dois candidatos será eleito Presidente, mas que tipo de comunidade política estamos dispostos a construir e a cuidar
Talvez a questão decisiva desta eleição não seja apenas qual dos dois candidatos será eleito Presidente, mas que tipo de comunidade política estamos dispostos a construir e a cuidar
O caminho para a paz, para a comunhão plena com Ele, começa na ferida, quando percebemos que nesta podemos crescer e caminhar em direção à luz. Ele chama-nos para sermos santos, e chama a totalidade de quem somos.
Perante uma sociedade e uma situação política tão fraturadas, onde quem pensa de forma diferente de mim é reduzido a uma categoria que o transforma num adversário a abater, o que temos nós para oferecer?
Nem toda a esperança nasce de ultrapassar o sofrimento, alguma nasce da aprendizagem de viver com ele.
A fé cristã sempre desconfiou da “messianização” do poder. Recusa aceitar uma ordem que abdica de o limitar porque antecipa o custo para a humanidade mais frágil.
O último livro do P. José Frazão Correia, sj recorda-nos que não se pode ser cristão sem ousadia, sem franqueza.
O nacionalismo cristão não rejeita o cristianismo. Apropria-se dele. Mantém a cruz, desde que ela funcione como marco territorial. Louva o Evangelho, desde que este não perturbe a soberania. Não expulsa Cristo — domestica-o.
A matemática não será um sacramento em sentido estrito, litúrgico, efetivo. Mas pode sê-lo de forma alegórica.
Ao manifestar a insuficiência do mútuo consentimento pretende-se apontar a perspetiva da exigência de um projeto, de um futuro, de uma sequência humanizante que não reduza o momento sexual, precisamente, a um momento.
Desespero e esperança tocam-se intimamente. Na verdade, esperamos aquilo em relação ao qual desesperamos. É porque tendemos a desesperar que precisamos radicalmente de esperar.