“Tu, porém, entra no teu quarto…”
Face à hipocrisia dos que praticam boas obras para serem vistos e elogiados pelos outros, Jesus pede que os nossos gestos, ritos e práticas sejam vividos com verdade.
Face à hipocrisia dos que praticam boas obras para serem vistos e elogiados pelos outros, Jesus pede que os nossos gestos, ritos e práticas sejam vividos com verdade.
As Bem-Aventuranças recordam-nos como o Deus revelado em Jesus é o Deus que nos oferece o seu Reino.
Jesus não quer a severidade ou os julgamentos apressados, mas antecipa-se com a sua misericórdia. Perante o pobre, o miserável, o que sofre, Ele inclina-se, cuida das feridas, ergue do chão, retira do pó da terra.
Mas interessa-nos aqui este repto, e o modo como ele nos desafia hoje. “Crês nisto?”. Crês que Jesus é de facto a ressurreição e a vida, quando a morte, a perda irreversível, te bate à porta?
Que o nosso Natal possa ser o momento para deixarmos que esta luz brilhe na nossa noite, limpando as nossas lágrimas, sarando as nossas feridas, curando-nos da nossa orfandade.
Este fogo é agora derramado nos nossos corações, trabalha a terra que somos, é presença deste mistério no mais íntimo de cada um de nós.
Jesus inverte a ordem das coisas, mostra como o desafio é fazer-se próximo, e que esse fazer-se próximo é um imperativo que ultrapassa muros e fronteiras.
Ao começarmos o Advento, talvez valha a pena enchermos as nossas candeias do azeite capaz de reacender a luz da esperança. Para estarmos vigilantes, para cuidarmos, para acolhermos.
Ao contrário do jugo pesado imposto pelas prescrições da antiga Lei, o jugo de Jesus é suave e o seu fardo é leve. E tudo isto brota de um coração manso e humilde (Mt. 11, 29-30).
Tantas vezes Jesus olhou, viu, cruzou o seu olhar com aqueles e aquelas perante quem os outros afastavam o olhar.