Quem somos

A Companhia de Jesus, ou os “Jesuítas” como normalmente é designada, é uma Ordem Religiosa da Igreja Católica. Mas tudo começou com o sonho de sete estudantes que se conheceram na Universidade de Paris. Inspirados por Inácio de Loiola, um dos sete companheiros, queriam identificar-se com Jesus, indo para a Terra Santa, anunciando a Sua palavra e cuidando dos mais pobres. Partiram em 1534 mas não foram autorizados a permanecer naquele lugar. De regresso à Europa, colocaram-se ao serviço do Papa para servir a Igreja no que fosse mais urgente e necessário. A 27 de setembro de 1540, o Papa Paulo III aprovou a Companhia de Jesus. Quando Inácio de Loyola morreu, em 1556, já havia no mundo perto de 1000 jesuítas.

Participando da missão de Jesus de reconciliar o mundo com Deus, os jesuítas dedicam-se a uma grande variedade de atividades, procurando que a sua ação contribua para a evangelização do mundo, a defesa da fé e a promoção da justiça. Fazem-no numa atitude de abertura profética ao mundo, promovendo o diálogo cultural e inter-religioso e estabelecendo pontes com os vários setores da sociedade, de modo a que as periferias estejam no centro das preocupações da Igreja.

Jesuítas

Onde estamos?

Desde a fundação, os jesuítas espalharam-se pelo mundo, em missão. Há, por isso, comunidades jesuíticas em mais de 120 países. Estão organizadas por províncias e regiões e mantêm sempre uma ligação a Roma, onde reside o Superior Geral e a Cúria Geral.

No início de janeiro de 2017 havia no mundo 16.090 Jesuítas: 11.574 sacerdotes, 1.133 irmãos, 2469 escolásticos (estudantes que se preparam para o sacerdócio) e 734 noviços. Estavam distribuídos e organizados em 85 Províncias e Regiões jesuíticas a que correspondem mais de 120 países.

A missão da Companhia não se circunscreve ao trabalho dos jesuítas, sendo feita em estreita colaboração com leigos e comunidades. Por isso, muitas obras ligadas à Companhia são dirigidas por leigos que, inspirados pela espiritualidade ou apenas entusiasmados com a missão dos jesuítas no mundo, assumem todo o tipo de tarefas e responsabilidades.

A família inaciana vai, contudo, muito para além dos jesuítas e das suas obras e comunidades, pois há muitos grupos e associações laicas que seguem a espiritualidade inaciana, assumindo um dinâmica própria e completamente autónoma da Companhia.

Países

Portugal

À Província Portuguesa estão atualmente ligados 147 jesuítas.

Os Jesuítas chegaram a Portugal, ainda durante o século XVI, pela mão de D. João III. Destacaram-se no ensino universitário e como pregadores, tanto na corte, como nas viagens de expansão marítima. Permaneceram no país até 1759, ano em que foram expulsos pelo Marquês de Pombal. Seguiu-se a supressão da Companhia pelo Papa Clemente XIV, em 1773. Durante os anos que se seguiram, apenas a Rússia não obedeceu à bula papal – pelo que aí se mantiveram alguns jesuítas.

Quando se deu a restauração da Ordem, em 1814, os Jesuítas regressaram aos seus anteriores trabalhos de apostolado. Mais atribulado foi o regresso a Portugal, de onde foram novamente expulsos, em 1834, pelo exército liberal. Entre 1858 e 1910 deu-se nova incursão, durante a qual foi fundada a Revista Brotéria, que ainda hoje existe. No decurso da Iª República foi restaurada a lei pombalina de expulsão. Apesar da propaganda antijesuítica, os Jesuítas continuaram a sua actividade a partir do exílio e foram paulatinamente regressando a Portugal.

Na história recente da Companhia é de referir a figura do Pe. Pedro Arrupe, Superior Geral dos Jesuítas nos tempos pós-conciliares (1965-1991) e de cuja inspiração surgiram obras como o Serviço Jesuíta para os Refugiados (JRS).

 

As nossas prioridades

A cada seis anos, as diferentes províncias da Companhia de Jesus espalhadas pelo mundo definem o seu Plano Apostólico. Em Portugal, o presente Plano Apostólico da Província (PAP) estabelece as prioridades da ação apostólica dos jesuítas entre 2016 e 2022

O seu grande desejo é assumir o tempo presente como um tempo favorável. O PAP identifica várias prioridades e assume três linhas apostólicas que devem estar presentes em todos os setores e obras em que a Companhia de Jesus trabalha: o serviço da fé, a promoção da justiça e o diálogo intercultural e inter-religioso.

Saiba mais aqui, consultando o PAP.

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