Mães XXI
A solução não está apenas em mais leis ou mais tecnologia. Está, sobretudo, em repensarmos o que valorizamos como sociedade. Sucesso, excelência e liderança não podem continuar a excluir o cuidado.
A solução não está apenas em mais leis ou mais tecnologia. Está, sobretudo, em repensarmos o que valorizamos como sociedade. Sucesso, excelência e liderança não podem continuar a excluir o cuidado.
Combater a pobreza envolve a partilha generosa do coração. Isso julgo que podemos fazer: escutar, acompanhar, tomar todas as diligências para melhorar a vida da pessoa e, no fim do dia, dar generosamente um abraço.
Nada disto são palavras bonitas, conjugadas com cuidado, escritas, apagadas e reescritas. São dúvidas, questões, certezas e incertezas. Revelam vidas e mortes, fracassos e sucessos, gente que cai e gente que se ergue.
Se investigamos apenas para servir e deixarmos de investigar para questionar, têm-nos acríticos, sem linguagem e sem ferramentas para identificar o que não está bem, logo, sem capacidade para protestar.
Creio poder dizer que nos une o amor que temos “aos últimos”, tão ao modo inaciano. Experimentamos continuamente que o amor se põe mais em obras do que em palavras. E vamos aprendendo que não podemos encarnar esse amor de uma forma qualquer
Em temas utilizados como bandeira, que aparentemente permitem ganhar votos, como os migrantes, os ciganos e a família, ajuda-me olhar, com o olhar do Cristo Crucificado, para estas realidades. Na verdade, sinto que é o único olhar possível.
O que deveríamos estar a discutir seria uma legislação laboral que promovesse o bem comum, respeitando a dignidade da pessoa humana e a centralidade da família.
Viver com uma doença crónica não é fácil — e, se pudesse escolher, não a daria a ninguém. Mas também não é um fim: é uma outra forma de estar no mundo — limitada, sim, mas mais atenta, mais humana, mais inteira.
Tenho esperança na sinodalidade como processo de ser Igreja e estou disposto a pagar o preço da lentidão deste avanço. Mas reconheço perigos imobilistas.
Mete nojo o tempo que dura este massacre! Mete nojo ver gente encurralada e a ser atacada em Gaza! Mete nojo e repugna a impassividade, o nada ou o pouco que podemos fazer.