Amortalidade
A questão da amortalidade não é nova. Querer viver mais um pedaço é humano e natural. Mas valerá a pena viver a qualquer custo?
A questão da amortalidade não é nova. Querer viver mais um pedaço é humano e natural. Mas valerá a pena viver a qualquer custo?
Ao manifestar a insuficiência do mútuo consentimento pretende-se apontar a perspetiva da exigência de um projeto, de um futuro, de uma sequência humanizante que não reduza o momento sexual, precisamente, a um momento.
O primado porventura mais subtil – talvez também mais rasteiro – do populismo, é a primazia do eu ou do ‘nosso grupo’ em relação ao nós aberto e universal. Quem reza “Pai Nosso” não reza nem pai meu, nem pai de pessoas selecionadas.
Tenho esperança na sinodalidade como processo de ser Igreja e estou disposto a pagar o preço da lentidão deste avanço. Mas reconheço perigos imobilistas.
O Espírito Santo opera na realidade, como ela é. Quando o religioso nega a realidade (e, concretamente, o estado sagrado da pessoa em movimento), então está a negar-se, precisamente, a abertura ao Espírito Santo.
Existe, portanto, no ministério sagrado da escuta e do acompanhamento, uma ampla margem de renovação eclesial, incluindo mais protagonismo feminino.
Pode a Igreja acolher de mais? Quero crer que “não”. Não existe tal coisa de “acolher de mais”. Acolher não tem “mas”! A Igreja terá futuro e presente se se rasgar ampliadamente. A mística ousada, mas fecunda, é a da abertura radical.
É impressionante que não tenham sido o amor à justiça e à verdade, bem como o privilégio pelos menores, tão escarrapachados no Evangelho, a alavancar a emergência da realidade, como ela é.
Desafios da inteligência artificial são gigantes, inimagináveis, fascinantes e assustadores. Pela positiva, o incrível génio humano e as suas capacidades. Pelo lado sombrio, as implicações éticas de que só um pequeno véu se está a levantar.
Nesta segunda Conversa Franca, a convidada é Maria Ressano Garcia, ligada à Casa Velha.