O amor inocente que nos salva
Volto a olhar para os dois meninos e penso em como é este amor inocente e despojado de preconceitos que nos vai salvar.
Volto a olhar para os dois meninos e penso em como é este amor inocente e despojado de preconceitos que nos vai salvar.
Se investigamos apenas para servir e deixarmos de investigar para questionar, têm-nos acríticos, sem linguagem e sem ferramentas para identificar o que não está bem, logo, sem capacidade para protestar.
Todos sabemos a definição em que os crimes de guerra perpetrados por Israel se enquadra, todos sabemos a ironia inimaginável que é um governo de um povo que sofreu o Holocausto estar a cometer um genocídio contra outro.
Um pouco por toda a parte, as nossas liberdades estão a ser vigiadas, restringidas, censuradas. Estamos zangadas. E se quem me lê não sente esta revolta, então não tem aquilo que é preciso para fazer deste mundo um lugar melhor, mais justo.
A energia que temos é finita e, com o tempo, a maré de desastres consegue o que pretende: cansa-nos, cala-nos, conforma-nos.
A liberdade de ter um lugar para viver está a ser tomada de assalto, por uns porque as rendas são inflacionadas, por outros porque vivem na sombra da legalidade, muitas vezes sem escolha.
Além de pedir perdão, reparar significa um esforço ativo em garantir que os sucessores deste sistema não continuam a beneficiar dele à custa destas minorias.
Ser radical é isso mesmo. É ser persistente, humilde e sensato, e saber usar a inteligência como S. Francisco.