O que perdemos quando deixamos de cultivar o conhecimento pelo simples desejo de compreender?
No próximo dia 3 de março, entre as 19h00 e as 20h30, a Brotéria acolhe o seminário “Abraham Flexner: a utilidade do conhecimento inútil e a educação para a curiosidade”, orientado por Francisco Malta Romeiras, investigador e historiador de ciência. O encontro procura refletir sobre o que realmente faz avançar o conhecimento humano e questionar a tendência contemporânea para reduzir o valor do saber à sua utilidade imediata.
Inspirada no célebre ensaio publicado por Abraham Flexner, fundador do Institute for Advanced Study de Princeton, a sessão revisitará a tese central do autor: o progresso científico nasce sobretudo da curiosidade intelectual e não da preocupação com resultados práticos. Flexner mostrava como invenções fundamentais: desde a rádio à eletricidade, só foram possíveis graças a descobertas consideradas, no seu tempo, “inúteis”. A partir desse texto, Francisco Malta Romeiras guiará os participantes por episódios marcantes da história da ciência e da cultura, revelando como Hertz, Maxwell, Faraday e tantos outros trabalharam movidos pela pulsão de compreender o mundo, e não pela procura de aplicações.
Saiba mais sobre este seminário.
O seminário integra o ciclo de seminários Pensar a Educação, um espaço de reflexão e diálogo que procura interrogar temas essenciais sobre o ato de educar: o que é educar alguém? Como se educa? Para que se educa? Em cada sessão, textos clássicos e contemporâneos — filosóficos, literários ou científicos — servem de ponto de partida para alargar perspetivas e formar um olhar crítico sobre os desafios educativos de hoje. Coordenado por Joana Corrêa Monteiro, Simão Lucas Pires e Vasco Cardoso, o ciclo oferece aos participantes a oportunidade de aprofundar o pensamento, confrontar grandes questões e descobrir novas possibilidades de leitura do mundo, num ambiente aberto, rigoroso e comunitário. Os textos recomendados para cada encontro estão disponíveis no website da Brotéria.
* Os jesuítas em Portugal assumem a gestão editorial do Ponto SJ, mas os textos de opinião vinculam apenas os seus autores.
Sugestão Cultural Brotéria
Esta secção é da responsabilidade da revista Brotéria – Cristianismo e Cultura, publicada pelos jesuítas portugueses desde 1902.
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