“Chamados à liberdade”, no Encontro dos Jesuítas Europeus em Formação
Para nós, jesuítas, este encontro foi um tempo generoso dedicado às dimensões fundamentais do nosso estilo de vida religiosa.
Para nós, jesuítas, este encontro foi um tempo generoso dedicado às dimensões fundamentais do nosso estilo de vida religiosa.
Numa conversa sobre as eleições, vários temas vão desfilando, sem que se encontrem forçosamente respostas. Um convite ao diálogo e um reconhecimento de que os desafios do nosso tempo são complexos e portanto não admitem soluções simplistas.
O “Papa da comoção” acolheu com lágrimas o banho de afeto daquela multidão, “vestido como Bento XVI e “falando como Francisco”. Deus deu-nos um Pastor, tendo-o chamado pelo nome para guiar a Igreja.
Honrar o legado evangelicamente pobre, humilde e servidor do Zé Maria passa por nos exercitarmos no ofício do diálogo, sabendo, como ele, construir e habitar aqueles lugares temperados de encontro com a diferença, sem perder o enraizamento
A meta é comum, o caminho para a atingir tem de ser escolhido. Vendo a realidade com as suas potencialidades e contradições, julgando-a com os critérios perenes do Evangelho, somos chamados, como cristãos, a agir em consciência.
Falamos, hoje, de um pântano com contornos criminais, mais aproximável à Operação Marquês do que a mais um impasse político.
As Eleições Europeias perfilam-se como verdadeiros testes para o Governo de maioria absoluta e para uma oposição que se quer afirmar como alternativa credível.
O liberalismo do futuro não poderá ignorar os descontentamentos que foi gerando, nem os valores que orientarão a sua renovação. Mais, encontrará na paz o fruto que valide o caminho a percorrer, que transcende credos e nações.
A incapacidade de assumir as fragilidades e desafios das sociedades liberais contemporâneas pode levar-nos a desejar “escapar do peso da liberdade”, isto é, a refugiarmo-nos em novas dependências míticas e na submissão ao medo.