A comemoração do martírio dos apóstolos Pedro e Paulo, solenemente celebrada a cada 29 de junho, evoca estas grandes colunas da igreja de Roma e do cristianismo universal (Urbi et Orbi). Duas vidas de grande alcance e impacto nas realidades cristãs espalhadas pelo mundo, como testemunha a inclusão desta recorrência nos calendários litúrgicos das comunidades católicas latinas e orientais.
O objetivo deste texto é partilhar alguns dados biográficos de cada um destes apóstolos que, apesar de terem percursos de vida bem distintos, partilharam a mesma orientação: seguir Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida (Jo 14, 6).
A feroz perseguição desencadeada contra os cristãos pelo jovem imperador Nero (37-68), como veremos adiante, foi o contexto no qual São Pedro e São Paulo, em momentos e lugares diferentes, sofreram o martírio. No entanto, já desde o III século encontramos referências à celebração conjunta do seu martírio numa única celebração. Assim o atestam duas importantes fontes litúrgicas: a Depositio martyrum (primeira metade do século IV) e o Martyrologium Hieronymianum (primeira metade do século V). Ambas colocam a celebração do dies natalis (dia da morte) de ambos os apóstolos, no terceiro dia das kalendas de julho (29 de junho), ao tempo dos cônsules Tusco e Basso (por volta do ano 258). O dia não foi escolhido ao acaso e, como aconteceu com outras datas importantes, a comunidade «cristianizou» uma importante festa civil de Roma que era consagrada ao seu fundador, Rómulo, e se celebrava a 29 de junho.
Este fenómeno foi muito bem sintetizado pela notável arqueóloga e epigrafista italiana, Margherita Guarducci (1902-1999). No cimo de uma das sete colinas de Roma (Quirinale) erguia-se o templo de Quirino, identificado com Rómulo, no qual ocorria, a 29 de junho, a festa dos fundadores da cidade caput mundi. Assim, não causa surpresa que os cristãos romanos, já antes de 258, tivessem escolhido esse dia para celebrarem também os dois sólidos fundamentos da comunidade cristã «que presidia à caridade» (Santo Inácio de Antioquia, Carta aos Romanos, 1).
O dia não foi escolhido ao acaso e, como aconteceu com outras datas importantes, a comunidade «cristianizou» uma importante festa civil de Roma que era consagrada ao seu fundador, Rómulo, e se celebrava a 29 de junho.
Assim, a comemoração conjunta do martírio destes dois santos apóstolos apresenta uma sólida tradição histórico-hagiográfica que testemunha, igualmente, a comunhão de duas personalidades diversas no carácter mas unidas no essencial: anunciar Jesus Cristo com a própria vida. Diversas vezes o Papa Francisco apresentou a realidade eclesial como um poliedro, que não é sinal de fragilidade, mas desafio a uma comunhão reforçada e sólida num mundo fragmentado e polarizado.
Nos últimos anos, os pontífices têm reforçado esta ideia nas diversas homilias realizadas por ocasião desta Solenidade. O papa Leão XIV, em 2025, referiu que «a história de Pedro e Paulo ensina-nos que a comunhão a que o Senhor nos chama é uma harmonia de vozes e rostos, e não apaga a liberdade de cada um. Os nossos Padroeiros percorreram caminhos diferentes, tiveram ideias diferentes, por vezes confrontaram-se e discordaram com franqueza evangélica. Mas isso não os impediu de viver a concordia apostolorum, ou seja, uma viva comunhão no Espírito, uma sintonia fecunda na diversidade» (Leão XIV, Homilia da Santa Missa da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, 29.06.2025).
O martírio de São Pedro e São Paulo mostra-nos que a realidade poliédrica da comunidade cristã encontra solidez e estabilidade se estiver alicerçada no seguimento radical de Jesus Cristo e do evangelho, sem receio dos desafios de cada tempo.
Não deixam de ser muito significativas e proféticas as palavras de Francisco, em 29 de junho de 2022. Durante a eucaristia, junto do túmulo de São Pedro, o papa ensaiava, com um ano de antecedência, as palavras que iriam marcar indelevelmente a Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa, no ano seguinte. Francisco pedia «uma Igreja livre e humilde, que “se ergue depressa”, que não adia, não acumula atrasos face aos desafios de hoje, não se demora nos recintos sagrados, mas deixa-se animar pela paixão do anúncio do Evangelho e pelo desejo de chegar a todos, e a todos acolher. Não esqueçamos esta palavra: todos. Todos! Ide pelas encruzilhadas e trazei todos, cegos, surdos, coxos, doentes, justos, pecadores: todos, todos! Esta palavra do Senhor deve ressoar… ressoar na mente e no coração: todos! Na Igreja, há lugar para todos. E muitas vezes tornamo-nos uma Igreja de portas abertas, mas para despedir as pessoas, para condenar as pessoas. (…) Ide pelas encruzilhadas. Todos, todos! “Mas são pecadores!” – Todos.» (Francisco, Homilia da Santa Missa da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, 29.06.2022).
A solenidade do martírio dos apóstolos Pedro e Paulo é um desafio a não temermos os ambientes multifacetados e complexos onde o evangelho se enraíza. Pelo contrário, descobriremos que a realidade poliédrica da Igreja é sólida e robusta se na sua base estiver um seguimento radical de Cristo.
solenidade do martírio dos apóstolos Pedro e Paulo é um desafio a não temermos os ambientes multifacetados e complexos onde o evangelho se enraíza. Pelo contrário, descobriremos que a realidade poliédrica da Igreja é sólida e robusta se na sua base estiver um seguimento radical de Cristo.
Breve apontamento biográfico de São Pedro
Os elementos mais seguros para a reconstrução da vida do apóstolo Simão Pedro encontram-se, especialmente, nas fontes escritas (bíblicas, patrísticas, apócrifas) e arqueológicas. Os escritos do Novo Testamento, especialmente os quatro evangelhos, as epístolas paulinas e a primeira Carta de Pedro, permitem-nos esboçar alguns traços do perfil do apóstolo que Jesus escolheu para «confirmar os seus irmãos na fé». Infelizmente, ao contrário de Paulo, não temos um corpus literário tão rico que nos ajude a ilustrar a sua biografia com maior profundidade.
Simão era um pescador galileu natural de Betsaida Iulia (uma vila de pescadores), assim como seu irmão André, filhos de Jonas ou João (Mt 16, 17; Jo 1, 42). Mais tarde, ter-se-iam transferido para outra cidade – Cafarnaum – nas margens do mar da Galileia, juntamente com a sua família (como atesta a cura da sua sogra por parte de Jesus em Mc 1, 29-31). Na mesma zona viviam, ainda, os dois filhos de Zebedeu, Tiago e João, também eles pescadores (Mc 1, 16-20).
Neste contexto piscatório, Simão foi chamado por Jesus para deixar as redes na margem e se lançar como «pescador de homens» no Reino (Mt 4, 19) e, nas várias listas de apóstolos que os evangelistas e os Atos nos apresentam, Simão aparece sempre em primeiro lugar (Mc 3, 13-19; Mt 10, 1-4; Lc 6, 12-16; 9,1; Jo 1, 40-49; At 1, 13). Ao mesmo tempo, em momentos fundamentais da vida de Jesus Cristo, Simão fez parte de um círculo mais íntimo dentro do próprio grupo dos doze apóstolos, constituído por: Simão Pedro, Tiago e João, e que acompanharam o Mestre na cura da filha de Jairo (Mc 5, 37), no episódio da Transfiguração (Mc 9, 2.5) e na oração no Getsémani (Mc 14, 33). Neste sentido, torna-se claro que Simão acompanhou Jesus, praticamente, desde o primeiro milagre, em Caná.
No entanto, um dos momentos mais importantes na vida de Simão acontece a norte da Galileia, na base do monte Hermom (nascente do Jordão) em Cesareia de Filipe (Mc 8, 27-30; Mt 16, 16; Lc 9, 18; Jo 6, 60-71). Em nome dos doze, Simão faz a profissão de fé em «Cristo, Messias de Deus Vivo». A resposta de Jesus é igualmente, surpreendente: «és feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu. Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu» (Mt 16, 13-19). Jesus é claro, ao afirmar, «a minha Igreja». Ou seja, a Igreja é de Cristo e Simão Pedro não é o fundador, nem sequer Paulo. Porém, através do seu sangue derramado, eles tornaram-se fundamentais, já que a comunidade de Roma é sustentada no seu testemunho de fé.
A Igreja é de Cristo e Simão Pedro não é o fundador, nem sequer Paulo. Porém, através do seu sangue derramado, eles tornaram-se fundamentais, já que a comunidade de Roma é sustentada no seu testemunho de fé.
Além disto, é o evangelista Mateus que, a seguir à Profissão de Fé de Simão, coloca a instituição do primado. Simão é «feliz» porque se deixou inspirar pelo «Pai que está nos céus». É do alto que lhe vem a inspiração e Simão recebe um nome novo: Pedro / Kefa’ (aramaico) ou Petros (grego) que significa: rocha. Neste caso, aplica-se o ditado latino de Plauto: nomen atque omen – o nome traz um presságio. Pedro é escolhido para ser a rocha onde se apoia a fé dos irmãos. Símbolo dessa confiança, segundo a narrativa de Mateus, são as chaves que o Senhor confia a Pedro, e que são a sua marca iconográfica mais conhecida. Noutra perspetiva, esta passagem é colocada por São João no capítulo 21 do seu evangelho, dando ao primado uma dimensão mais pastoral: «… apascenta os meus cordeiros» (Jo 21, 15).
No entanto, Pedro continua a ser um homem de luzes e sombras, alegrias e tristezas, como quando negou Jesus na noite da Paixão. Paradigma dessa instabilidade é o episódio (sempre no mar da Galileia) em que Jesus caminha sobre as águas, e convida Pedro a segui-Lo. Mas, após um sucesso inicial, o apóstolo fraqueja (Mc 6, 45-52; Mt 14, 22-32; Jo 6, 16-21).
Apesar de tudo, o papel carismático de Pedro na Igreja nascente é inegável. É confirmado a partir das aparições do Ressuscitado, além dos testemunhos e discursos que Pedro oferece nos primeiros capítulos dos Atos dos Apóstolos. Ao mesmo tempo, temos no corpus neotestamentário duas cartas atribuídas a Pedro, sendo a primeira delas de autoria petrina mais provável do que a segunda.
A partir de Jerusalém, Pedro vai acompanhando o crescimento da Igreja deslocando-se pela Samaria, Gaza, Azoto, Lida, Jope e Cesareia até chegar a Roma. Mas foi em Antioquia, onde Pedro terá permanecido durante mais tempo, que se deu a célebre discussão com São Paulo acerca da coerência na postura com os cristãos vindos do judaísmo e do paganismo (Gal 2, 11-16).
A última etapa da vida do apóstolo Pedro foi na capital do Império onde terá chegado já no início da década de 60 do século I. Nessa altura, já São Paulo se encontraria na cidade e a presença destes dois apóstolos transferiu para Roma uma centralidade na vida da Igreja que, até então, a cidade eterna ainda não tinha conhecido.
O incêndio de Roma, em julho do ano 64, foi o elemento que desencadeou a primeira grande perseguição aos cristãos por parte das autoridades imperiais romanas. Segundo escreveu o político e historiador romano Tácito (55-120), na sua obra Annales (15, 44): «Assim, Nero, para desviar as suspeitas, procurou achar culpados e castigou, com as penas mais horrorosas, a certos homens que, já dantes odiados por seus crimes, o vulgo chamava cristãos. O autor deste seu nome foi Cristo, que, no governo de Tibério, foi condenado ao último suplício pelo procurador Pôncio Pilatos. A sua perniciosa superstição, que até ali tinha estado reprimida, já tornava de novo a grassar não só por toda a Judeia, origem deste mal, mas até dentro de Roma, aonde todas as atrocidades do universo e tudo quanto há de mais vergonhoso vem enfim acumular-se e sempre acham acolhimento. Em primeiro lugar se prenderam os que confessavam ser cristãos e depois, pelas denúncias destes, uma multidão inumerável, os quais todos não tanto foram convencidos de haverem tido parte no incêndio como de serem os inimigos do género humano. O suplício destes miseráveis foi ainda acompanhado de insultos, porque ou os cobriram com peles de animais ferozes para serem devorados pelos cães, ou foram crucificados, ou os queimaram de noite para servirem como de archotes e tochas ao público. Nero ofereceu os seus jardins para este espectáculo e, ao mesmo tempo, dava os jogos do Circo, confundido com o povo em trajes de cocheiro ou guiando as carroças. Desta forma, ainda que culpados e dignos dos últimos suplícios, mereceram a compaixão universal por se ver que não eram imolados à pública utilidade, mas aos passatempos atrozes de um bárbaro» .
O imperador Nero, pressionado pela insatisfação popular com a destruição causada pelo incêndio, ordenou a condenação e morte de todos os seguidores de Cristo. Foi nesta perseguição, que teve como corolário os suplícios nos jardins de Nero e no estádio de Calígula, entre os anos 64 e 67, que Pedro e Paulo foram martirizados. Segundo a tradição, Pedro foi crucificado de cabeça para baixo no estádio de Calígula, no sopé da colina do Vaticano, e foi sepultado na necrópole vaticana (junto à Via Cornelia), onde hoje se ergue a Basílica de São Pedro.
O imperador Nero, pressionado pela insatisfação popular com a destruição causada pelo incêndio, ordenou a condenação e morte de todos os seguidores de Cristo. Foi nesta perseguição, entre os anos 64 e 67, que Pedro e Paulo foram martirizados
Breve apontamento biográfico de São Paulo
O livro dos Atos dos Apóstolos (7, 58) diz-nos que, por altura do martírio de Estevão, Saulo era um jovem, pelo que deverá ter nascido nos primeiros anos da nossa era (entre os anos 5-10). Tarso era um centro cosmopolita, província romana e importante cidade comercial e cultural. Saulo era cidadão romano por herança familiar – como se lê na descrição que faz dele próprio em Fl 3,5. O seu principal ofício seria fabricante de tendas, um trabalho de manufatura (At 18). Na sua juventude veio para Jerusalém para se formar na escola de Gamaliel (At 22,3), o que inflamou Paulo no zelo da Lei e o tornou perseguidor dos primeiros cristãos, como ele próprio afirmou várias vezes (1Tm, 1,13; 1 Cor 15, 9; Gal 1, 13; At 8, 3; 22,4; 26, 9-12). Aliás, Saulo testemunhou o martírio de Estêvão (At 7, 58-60).
O relato da sua conversão é marcado por uma luz, uma voz, e uma mensagem/revelação que lhe transmite algo de fundamental: certificar-se de que a Ressurreição de Cristo é verdadeira e não uma ficção. Em Damasco, Saulo é acolhido pelas próprias pessoas que deveria prender. Ao longo da sua vida falará várias vezes da importância da sua conversão (At, 9, 3-9; 22, 6-11; 26, 12-18). O encontro com Cristo ressuscitado foi tão forte que ocupa um lugar primordial em quase todos os escritos paulinos.
Saulo passa um triénio no deserto da Arábia, para assimilar tudo o que tinha acontecido, já que o encontro com o Senhor transformara a sua forma de ler as Escrituras e a própria vida (Gal 1,17). Mas, regressado a Damasco, experimenta logo o peso da perseguição, tendo de fugir durante a noite para não ser detido pelos hebreus.
Após uma fuga para Jerusalém e o encontro com Pedro e Tiago (At 9, 26-30), Saulo volta a retirar-se, desta vez para Tarso, onde permanece mais cerca de três anos até que Barnabé o vai «resgatar» para uma missão que se revelara a verdadeira vocação de Saulo: a atividade missionária (At 11, 25-26) concretizada no ciclo das suas três grandes viagens missionárias, compreendidas entre os anos 45-58.
O relato da sua conversão é marcado por uma luz, uma voz, e uma mensagem/revelação que lhe transmite algo de fundamental: certificar-se de que a Ressurreição de Cristo é verdadeira e não uma ficção.
Mais do que um missionário, Paulo foi «o primeiro grande teólogo do Cristianismo» (P. Murphy O’Connor). Ele não é propriamente um escritor mas um comunicador nato. Por isso, usa o estilo epistolar em vez do estilo narrativo, filosófico ou especulativo. Ele precisa de estar em comunicação com as diversas comunidades: naquela época, a palavra era quase tudo. O cânone do Novo Testamento atribui 13 cartas a São Paulo, mas ele será o autor direto de sete: 1 Ts; 1 e 2 Cor; Fl; Flm; Gl; Rm. As outras seis são consideradas deutero-paulinas ou pseudoepigráficas (atribuídas a Paulo mas escritas por alguém que lhe estaria próximo).
Por fim, surge o derradeiro desafio: «assim como deste testemunho de mim em Jerusalém quero também que o dês em Roma» (At 23,11). Na 2.ª Carta a Timóteo, Paulo lamenta-se muito do estado de abandono a que foi votado no final da sua vida (II Tm 1,15; 4,11;16-17). A sua situação, em Roma, era a de um preso domiciliário já que recebia visitas e, provavelmente, escrevia algumas cartas.
Em suma, não deixa de ser curioso que a primeira referência a Saulo no Novo Testamento seja no contexto de um martírio, no apedrejamento de Estêvão às portas de Jerusalém. Das portas de Jerusalém às portas de Damasco dá-se toda uma mudança na vida deste apóstolo. É importante salientar que Saulo se encontrou com Cristo vivo fora do território geográfico de Israel, e tornou-se o apóstolo que levou o evangelho a romper todas as fronteiras. Ao mesmo tempo, é importante relacionar o período de retiro em Tarso e no deserto da Arábia: uma vocação que nasce e amadurece fora da terra prometida.
Interessante é também o ponto de vista oferecido por Tertuliano (160-240): «Pedro morre como Jesus (crucificado), Paulo morre como João Batista (decapitado)» (De Preaescriptione Haereticorum, XXXVI, 3). Como afirma o prefácio da liturgia desta solenidade «ambos trabalharam, cada um segundo a sua graça, para formar a única família de Cristo; agora, associados na mesma coroa de glória, recebem do povo fiel a mesma veneração». Se Rómulo e Remo foram celebrados como os fundadores da cidade de Roma, Pedro e Paulo, com o derramamento do seu sangue, trouxeram a alma à cidade eterna.
Bibliografia utilizada:
BIBLIOTHECA SANCTORUM, X, Roma, Città Nuova Editrice, 1968. Carsten Peter THIEDE, Pietro. Nuova luce sulla roccia della Chiesa, Padova, MSA Editrice, 2015. Christophe DICKÈS, Saint Pierre. Le mystère et l’èvidence, Paris, Perrin, 2021. Margherita GUARDUCCI, Il culto degli apostoli Pietro e Paolo sulla via Appia: riflessioni vecchie e nuove, in «Mélanges de l’École française de Rome. Antiquité» 98, n.º 2 (1986) 811-842. Jerome MURPHY-O’CONNOR, Paulo de Tarso. História de um Apóstolo, Paulus e Ed. Loyola, São Paulo, 2008. José TOLENTINO DE MENDONÇA, Metamorfosi necessaria. Rileggere san Paolo, Milano, Vita e Pensiero, 2023. Matteo NARDELLI, Pietro e Paolo, apostoli a Roma, Brescia, Franciscanum, 1967. Paolo SINISCALCO, Il cristianesimo nella società romana. Le origini della comunità cristiana a Roma: secoli I e II, in Letizia ERMINI e Paolo SINISCALCO (ed.), La Comunità Cristiana di Roma. La sua vita e la sua cultura dalle origini all’alto medio evo, Vaticano, LEV, 2000, 17-36. Prosper GRECH, Pietro santo, Treccani, 2000. Simon LÉGASSE, Paolo Apostolo. Biografia critica, Roma, Città Nuova Editrice, 1994. Stefano ROMANELLO, Paolo. La vita. Le Lettere. Il pensiero teologico, Milano, San Paolo, 2018. Umberto M. FASOLA, Pietro e Paolo a Roma: orme sulla roccia, Roma, 1980.
* Os jesuítas em Portugal assumem a gestão editorial do Ponto SJ, mas os textos de opinião vinculam apenas os seus autores.
