A arte de ser enganado
Por que é que alguns católicos encontram nos novos populismos de direita uma “defesa da sua fé”? E porque é que isso é errado? (Ou, pior, perigoso.)
Por que é que alguns católicos encontram nos novos populismos de direita uma “defesa da sua fé”? E porque é que isso é errado? (Ou, pior, perigoso.)
Sem finalidade, sem estrutura moral, a ação política degenera: ou em pura técnica, que gere sem orientar; ou em paixão desgovernada, que reivindica sem propor.
Dirão que não há democracia sem luta política. Eu digo que a democracia precisa de paz para ser plena, eficaz e duradoura. A paz não significa falta de confronto, de crítica, da troca de ideias que nos faz crescer como pessoas.
Nagasaki assume-se hoje como um lugar de evocação da paz, de oração universal, por todos os que padeceram e continuam a padecer da bomba atómica, mas também um lugar de oração cristã.
Os nossos filhos precisam de se habituar a ser criativos na forma de ocuparem os seus tempos livres, resistindo à resposta de entretenimento e recompensa imediata dos ecrãs.
Ser cristão é isto. Ninguém nos enganou, nem iludiu. “A partir daí, muitos dos seus discípulos voltaram para trás e já não andavam com Ele. Então, Jesus disse aos Doze: «Também vós quereis ir embora?»
Olhar as injustiças sob a lente do perdão: talvez seja esse o caminho para uma sociedade que não fecha portas e dá segundas oportunidades.
Precisamos de cuidar melhor da nossa memória; de a reconhecer como um verdadeiro dom e de aprender a contemplar a nossa vida, sem pressa.
Quantos de nós vagueamos pelas redes, num refresh contínuo e com uma sensação de vazio e de tempo mal gasto, enquanto a vida corre “lá fora”? Talvez o tempo de férias seja o ideal para nos libertarmos deste vício.
Comida e música – não se gosta logo de tudo. É natural que não se goste logo de tudo. Ainda bem que não se gosta logo de tudo. Melhor do que gostar é aprender a gostar.