invadir-ocupar
É um pensamento talvez estúpido, mas é um pensamento que faz algum sentido num mundo de tempos em tempos incompreensível: invadir e ocupar os amigos que sofrem, os amigos que precisam dos amigos.
É um pensamento talvez estúpido, mas é um pensamento que faz algum sentido num mundo de tempos em tempos incompreensível: invadir e ocupar os amigos que sofrem, os amigos que precisam dos amigos.
Revejo Sopranos e, à conta de televisão bem escrita, recupero lições que me auxiliam no dia-a-dia e fazem com que lide melhor com uns Estados Unidos da América que por estes dias têm carregado uma Cruz de sacrifícios menores.
Comida e música – não se gosta logo de tudo. É natural que não se goste logo de tudo. Ainda bem que não se gosta logo de tudo. Melhor do que gostar é aprender a gostar.
Sem querer reduzir o primeiro dos romances à situação da amizade, a leitura repetida deste trecho não oferece outra opção. Ademais, é das que estampa sorrisos e risos na cara.
Se acendemos as nossas luzes, veem-nos e isso não pode ser. Não estamos preparados, somos pouco corajosos, temos vergonha do que somos e rejeitamos as bênçãos e as dores que nos formam – em especial as dores.
Despedimo-nos delas, mas não as perdemos. De facto, sabemos muito bem onde elas estão: dentro de nós, à boleia do nosso sangue quente, suportadas por algumas das nossas manias, que, maravilha, se mostram hereditárias.
Só que os livros são bons (melhores do que nós), e perdoam-nos sempre — até mesmo quando passam uma semana inteira esquecidos num saco de pano. A nós, a praia sabe-nos sempre bem. Aos nosso livros, nem sempre.
As respostas que procuramos estão nos livros que lemos e nos que esperam o conforto das nossas mãos. Vejam: andamos com as soluções para os nossos problemas debaixo dos braços. Desde sempre.
Para esta semana, a Brotéria traz-nos o livro que valeu à sua autora, Elizabeth Strout, o prémio Pulitzer de ficção, e cuja história foi adaptada para uma minissérie da HBO.