Acolher o Deus que se faz estrangeiro
Que o Natal seja uma ocasião para, olhando o Senhor que se faz estrangeiro no meio de estrangeiros, aprendamos dele a urgência do acolhimento, da obediência à vontade do Pai e da promoção da paz e da justiça.
Que o Natal seja uma ocasião para, olhando o Senhor que se faz estrangeiro no meio de estrangeiros, aprendamos dele a urgência do acolhimento, da obediência à vontade do Pai e da promoção da paz e da justiça.
Não olhamos para o serviço como o ato de fazer coisas para alguém ou por alguém, mas uma colaboração ativa com Deus na sua obra de redenção. É uma atitude de quem, cheio da vida e do amor de Deus, transborda essa vida e esse amor.
As seis recomendações de S. Inácio são um convite a um exame sério da nossa forma de comunicar, do interesse e tempo que dedicamos a conhecer o outro, da forma como usamos a argumentação para nos defendermos ou ter razão.
Por que é que alguns católicos encontram nos novos populismos de direita uma “defesa da sua fé”? E porque é que isso é errado? (Ou, pior, perigoso.)
Somos chamados a viver de forma integrada, apostando no continuum dos processos, mais que na absolutização dos resultados.
Num mundo em que a comunicação estende os nossos tempos e geografias muito além do que estamos capazes de processar, voltar à vida digerida, acolhida na sua profundidade, é um exercício verdadeiramente espiritual.
A morte (final) joga-se agora. Não a adiemos, não a negligenciemos, nem a empurremos para debaixo do tapete até ao dia em que ela se há de impor. Interessa preparar a sua vinda hoje, porque é hoje que ela vai vindo, lenta e profundamente.
As palavras têm peso e o uso atento não é mero pormenor. As histórias moldam o inconsciente coletivo e definem a visão do mundo e de nós próprios. Se diluirmos o conteúdo das palavras, se as empregarmos sem reflexão, esvazia-se o sentido.