O P. Cruz, como sabemos, morreu no dia 1 de outubro, dia da celebração de Santa Teresa do Menino Jesus, Santa Teresinha como é mais conhecida popularmente. O P. Cruz além de ter grande devoção por Santa Teresinha, de lhe rezar muito, soube bem imitar a sua Santa irmã, como lhe chamava e lhe rezava. É dele esta oração, escrita numa estampa de Santa Teresinha em julho de 1924: “Minha Santa Irmã, peço-vos que também chegue a mim a Vossa chuva de rosas celestes e seja vosso cooperador em espalhá-las por toda a parte e assim fazermos muito bem ao nosso próximo”.
O P. Cruz aprendeu a fazer da sua vocação e da sua vida, da sua missão e ação sacerdotal, um ato contínuo de amor a Deus e ao próximo. Como Santa Teresinha o P. Cruz podia afirmar “a minha vocação é o amor”. A minha ação sacerdotal é amar a Deus e aos homens, sobretudo os mais pobres, doentes, necessitados, presos, todas as misérias humanas e espirituais. Sempre pronto a socorrer, a aconselhar, a dar-se sem reservas, sem pensar em si, sem desejar riquezas, elogios. Um sacerdote pobre que amava os pobres e fazia destes os seus prediletos. A sua vocação e missão era amar. E Santa Teresinha o ajudava nesta nobre e sublime missão.
Dizer que a sua vocação era o amor, significa que era um Bom Samaritano atendendo, socorrendo, ajudando, matando a fome a muita gente, visitando presos e doentes consolando a todos.
Também foi escrita pelo P. Cruz esta oração: “Santa Teresinha rogai por nós! Minha Santa Irmã, pedi ao Nosso Bom Deus graças para eu me aproveitar e ajudar a aproveitar da Vossa Chuva de Rosas, e ser Vosso Beneficiado e Cooperador em fazer bem na vida, na morte e até depois da minha morte”. A grande Santa o ajudou sempre muito e lhe alcançou a tal chuva de graças. E como ele lhe pedia, agora é o P. Cruz a fazer bem a muitos milhares de pessoas, tanto bem, tantas graças, alcançando dons de Deus para muitos devotos e amigos.
O P. Cruz continua a amar este mundo, a sua querida Mãe Igreja, os seus irmãos sacerdotes, os descentes da sua família, os seus conterrâneos, mas sempre e sobretudo os que sofrem a pobreza, a doença, a cadeia, as famílias desunidas, os que têm uma vida de carência humana, económica e espiritual, os seus amigos pecadores, etc. Dizer que a sua vocação era o amor, significa que era um Bom Samaritano atendendo, socorrendo, ajudando, matando a fome a muita gente, visitando presos e doentes consolando a todos. Via em cada pessoa um “Cristo” que ele queria amar com verdade e sinceridade. Mas o amor era efetivo, como foi no Bom Samaritano da parábola, pois não se ficava em palavras amigas, mas desenvolvia de todos os modos que podia, servir e amar.
* Os jesuítas em Portugal assumem a gestão editorial do Ponto SJ, mas os textos de opinião vinculam apenas os seus autores.
