Cultivemos o próximo, admiremos o simples
«Apropriarmo-nos (e não no sentido da possessão) da quotidianidade e da simplicidade da vida, de alguma forma, “salva-nos”.»
«Apropriarmo-nos (e não no sentido da possessão) da quotidianidade e da simplicidade da vida, de alguma forma, “salva-nos”.»
A mensagem de esperança que Ordine deixou como legado não se traduz em espera e ainda menos em inacção; traduz-se, bem pelo contrário, numa empenhada busca, de feição ética, por sermos bons professores e bons formadores de professores.
Neste artigo pretendo abordar a graça que Inácio recebe respeitante à identificação com Cristo doloroso, nos trabalhos da paixão.
É um caminho desafiante, parece que nem todos conseguem passar pela sua estreiteza, mas é a confiança num Pai que não se cansa de esperar com os braços abertos para nos acolher, sempre, mesmo quando nos afastamos, que nos pode conduzir.
O liberalismo do futuro não poderá ignorar os descontentamentos que foi gerando, nem os valores que orientarão a sua renovação. Mais, encontrará na paz o fruto que valide o caminho a percorrer, que transcende credos e nações.
A escola deve comprometer-se com a aprendizagem ao longo da vida, isto é, ensinar a não desistir de aprender, provocando e acompanhando processos.
Mas houve algo que se alterou, e é sobre isso que me quero debruçar: a percepção da realidade, a forma como olhamos para ela e como a mesma pode alterar o nosso caminho para a felicidade.
Com o relato de Patrick aprendemos que não falar, não assumir o abuso, a injustiça, leva a vítima a experimentar uma negação que, ao invés de apagar, intensifica a dor.
A sacralidade da vida humana (a sua dignidade) não depende de absolutamente mais nada para além dela mesma, querida e amada por Deus tal como é.
Não é “obra do demónio”, mas também não nos leva a Deus, porque Este não nos criou para sermos inteligentes, mas para amarmos e sermos amados. Criou-nos para o Amor.