A praga de encobrir
Como deixámos a “arte” de encobrir tornar-se uma praga social?
Como deixámos a “arte” de encobrir tornar-se uma praga social?
Gosto de olhar as pessoas como quem contempla as águas.
Há as pessoas nascente. São límpidas e transparentes, habitualmente delicadas. Correm em fio, com cinco minutos perto delas saímos renovados.
Entre o deslumbramento mais ou menos primário e as gritarias indignadas a roçar o ódio contra o imperialismo norte-americano, talvez falte alguma moderação.
Oitocentos anos depois da viagem profética de São Francisco somos nós os herdeiros de uma atitude evangélica que talvez seja hoje mais necessária que nunca.
A formação da consciência é um processo que dura a vida toda e a juventude é um tempo privilegiado para aprender a tomar decisões, com os olhos postos nos mais velhos. Para o Papa Francisco, os jovens não são o futuro, são o agora.
Portugal estaria hoje seguramente pior se não tivéssemos aderido à União Económica e Monetária em 1999. Por isso, este é um tempo de agradecimento, de congratulações e de esperança.
A eliminação de propinas aumenta a injustiça social inter-temporal. Além disso, induzirá alguns estudantes a desperdiçar tempo.
Estamos no tempo comum. E, claro, os universitários riem-se à gargalhada deste padre que vive na periferia onde não há nem grandes universidades, nem exames semestrais, nem os stresses de um tempo nada comum que se vive agora.
Camus disse um dia que os heróis são “gente comum que faz coisas extraordinárias por simples razões de decência”. Foi assim em Portugal com tantas instituições e atores sociais implicados no ensino profissional. Estamos, pois, de parabéns.
O início de ano é marcado por balanços e propósitos, que gosto de traduzir em imagens. Este artigo tem assim a forma de exercício de imaginação. A proposta é que se deixem guiar e façam a vossa própria viagem.