A importância de se chamar Maria
Talvez vivamos demasiado depressa, num mundo com cada vez mais janelas, num mundo com cada vez mais mundo, sem espaço para ouvir as “Marias” que ainda se encontram entre nós.
Talvez vivamos demasiado depressa, num mundo com cada vez mais janelas, num mundo com cada vez mais mundo, sem espaço para ouvir as “Marias” que ainda se encontram entre nós.
Ao contemplarmos a história da salvação encontramos um curioso paradoxo: Deus, que tem um fuso horário próprio, é claramente noturno.
Os interesses identitários estão a arrastar-nos para um estado de tempestade social. A necessária correção de trajetória advirá através da redescoberta do bem comum, e do restabelecer da confiança mútua.
A vacina para esta epidemia já existe. Chama-se literacia mediática. Deve ser ministrada em doses generosas desde cedo, em casa e na escola.
O excesso erode a gravitas da personalidade e a importância da palavra. Diminui-lhe a eficácia. A morte de Ihor Homeniuk exigia palavra e acção por parte do homem que sempre falou. Não mereceu nem uma coisa nem outra.
Afinal, «porque é que o Senhor permitiu, fez ou pediu isto e aquilo?» é uma interrogação que todos já ouvimos e nos pusemos várias vezes. «Porquê»? Bem, venho propor três hipóteses.
Os desejos são coisa séria. Fazem-nos acreditar mesmo tendo medo. Fazem-nos sair do lugar de conforto onde às vezes estamos e repensar a estratégia.
A pandemia que atravessou a vida do mundo e as nossas vidas pessoais neste ano de 2020 expôs uma profunda crise de reconhecimento da Humanidade e da responsabilidade de todos perante todos, assim como a inerência ao planeta onde vivemos.
Nos ambientes predominantemente urbanos onde nos movemos, apesar dos parques, jardins e quintais, o decréscimo da presença de animais selvagens é uma evidência, e o afastamento dos ritmos da terra, uma inevitabilidade danosa.
Necessitamos de mudar de capítulo deste nosso livro português, para voltarmos a sentir a alegria de sermos quem somos e querermos ser aquilo que ainda não somos.