Sei onde nasci… E também sei para onde quero ir!
Sei para onde quero ir, por mais voltas que dê e por mais partidas que o destino me possa pregar: para a “terra dos afetos” e voltar a sentir o afago da mão do meu avô e o sorriso quente da minha avó.
Sei para onde quero ir, por mais voltas que dê e por mais partidas que o destino me possa pregar: para a “terra dos afetos” e voltar a sentir o afago da mão do meu avô e o sorriso quente da minha avó.
As conquistas já alcançadas não libertaram a mulher-mãe de discursos e contrariedades que ainda lhe pesam, designadamente em termos laborais.
O passado não deve ser ignorado, precisamos de o resgatar para compreender um hoje que rapidamente se vai transformar em mais um ontem.
Chegados ao século XXI, em plena pandemia, subsistem resquícios do discurso do “bode expiatório”, possivelmente para esconder a incapacidade para lidar com o problema ou para contornar a urgência da reflexão sobre as suas reais causas.
Talvez vivamos demasiado depressa, num mundo com cada vez mais janelas, num mundo com cada vez mais mundo, sem espaço para ouvir as “Marias” que ainda se encontram entre nós.
Pretende-se tornar invisível o ocaso da vida… Na cidade como no campo, não faltam idosos sós e desprotegidos, sujeitos à violência física e psicológica de quem deles devia cuidar, à espera do fim!
Na sociedade pós-moderna, urge mais do que pensar o outro, senti-lo, ser Irena Sendler e mais facilmente subir as escadas que levam ao céu…
Não vivemos num admirável mundo novo! A História tem a faculdade de nos mostrar isso mesmo e de evidenciar as nossas vulnerabilidades, apesar das conquistas e dos progressos alcançados em domínios muito variados.