O P. José Carlos Belchior, sj tem 91 anos, entrou há 74 anos na Companhia de Jesus e, no passado dia 5 de novembro, fez 50 anos dos seus últimos votos como jesuíta.
O Ponto SJ foi até à Comunidade Pedro Arrupe, comunidade de formação de Jesuítas, em Braga, onde vive o P. Belchior, conversar sobre a sua vida e missão.
A 24 de outubro de 1951, então um jovem de 17 anos, entrou no noviciado. Naquela altura, conta, as coisas eram “muito diferentes”. Esteve oito anos sem ir à casa paterna. Perdeu o funeral da avó, o casamento dos irmãos, entre outros momentos importantes da vida familiar. Era assim para quem entrava numa congregação, 10 anos antes do Concílio Vaticano II. “Era um Portugal diferente”, lembra – o seu tempo de noviço era dedicado ao estudo, à oração e aos serviços da casa.
“Tive a sorte de ter o P. José Craveiro no primeiro ano do noviciado. Era um homem que falava extraordinariamente bem de Jesus.” E foi isso que encantou o jovem José: conhecer Jesus, “uma mudança radical” – refere – que o fez compreender “o porquê de uma vida de entrega”, porque “também Jesus se tinha entregue completamente a nós”. O P. Belchior garante que é uma descoberta que ainda “não está acabada” e que “continua a surpreender!”.´
Nasceu numa aldeia chamada Ribeira de Maria Afonso, perto de Torres Vedras, durante a guerra civil espanhola. Frequentou o colégio das Caldinhas e diz que sempre sentiu uma “vocação natural”.
Veja a entrevista em baixo.
* Os jesuítas em Portugal assumem a gestão editorial do Ponto SJ, mas os textos de opinião vinculam apenas os seus autores.