Agora, Tem de Ser!
Em Portugal, como o resto da Europa e do mundo, continuamos a precisar de uma cultura fundada no mais profundo respeito pelas crianças e por todas as pessoas vulneráveis e de uma Igreja com líderes maduros e responsáveis.
Em Portugal, como o resto da Europa e do mundo, continuamos a precisar de uma cultura fundada no mais profundo respeito pelas crianças e por todas as pessoas vulneráveis e de uma Igreja com líderes maduros e responsáveis.
No arranque da cimeira de Roma sobre a proteção dos menores, o Papa Francisco apresentou um documento com 21 pontos de reflexão, onde aponta medidas concretas para combater o problema dos abusos sexuais.
Sistema de Proteção e Cuidado engloba todos os tipos de maus tratos, físicos ou psicológicos, e prevê que obras elaborem mapas de risco que partam de uma reflexão local e mitiguem esses riscos. Tem ainda um sistema de denúncia.
Brotéria e JRS programaram um conjunto de actividades sob o mote “Imigração e Emigração: a Hospitalidade em questão” com as quais pretendem reunir pontos de vista sobre a questão e estimular diálogos sérios que contribuam para a reflexão.
Ao assumir, e bem, tolerância zero, a Igreja assume um compromisso com todos os que foram ou poderão vir a ser vítimas. O que implica, não só desenvolver mecanismos de prevenção, identificação e sinalização mas também de reparação dos danos
Em agosto, o Procurador-Geral da Pensilvânia (EUA) divulgou um vasto relatório sobre os abusos sexuais na Igreja que, em 70 anos, identificou 300 abusadores. O jornalista Peter Steinfels analisou-o e diz que o público foi induzido em erro.
É essencial reconhecer, enquanto comunidade eclesial, dinâmicas ditadas por uma reação instintiva de medo diante do escândalo, que leva a olhar para quem denuncia abusos como uma “ameaça”. É essencial pôr no centro a vítima.
Os obstáculos à correta gestão dos abusos devem ser reconhecidos, identificados e eliminados, num plano rigoroso e realista, defende. E é essencial dar voz às vítimas, não falar apenas delas.
Na semana em que arranca em Roma a reunião do Papa com os bispos sobre os abusos sexuais, o Ponto SJ publica uma série de artigos que ajudam a reflectir sobre o longo e duro caminho de conversão que a Igreja é chamada a percorrer.
Mas a vergonha de ser sírio é real e vem de fora! Quando o mundo – independentemente das razões – isola o país, fecha as portas e ostraciza tudo o que vem daqui, há um sentimento de vergonha, de estar só.