Três notas breves sobre “a” polémica
Ainda a propósito do controverso capítulo cinco da carta de São Paulo aos Efésios e da polémica que se instalou.
Ainda a propósito do controverso capítulo cinco da carta de São Paulo aos Efésios e da polémica que se instalou.
Salvaguardar as vítimas, acolhendo-as, protegendo-as e legalizando-as, é o único caminho compatível com o tratamento humanista que, enquanto cidadãos, todos nos merecem.
Se é certo que a piedade popular não está isenta de erros teológicos e é criticada por constituir mera fachada, é certo também que ela pode ser expressão de uma medida que ainda não alcançámos e que convida à conversão pessoal e comunitária
Regressar traz-nos de volta às grandes amizades, à família, às relações que dão sentido à vida. Aproxima-se o famoso regresso às aulas. Há uma preparação necessária, exterior e interior, para voltar a uma rotina desejada por todos.
Enfrentar as nossas desilusões é inevitavelmente doloroso, pelo que requer disposição interior. Mas é assim que podemos caminhar de forma a nos tornarmos cada vez mais na pessoa que somos chamados a ser.
Ao serem impostas de cima, as soluções que têm sido encontradas não se afiguram compreensíveis pelos cidadãos comuns que veem os problemas ambientais como apenas resolúveis por decisões a tomar a nível global.
Comecei então a pensar. Como poderia aliviar o fardo daquela dor que ninguém poderia compreender na sua totalidade?
Vivemos num tempo em que as palavras perderam matizes, em que tudo é facilmente absolutizado ou vilipendiado. Na educação temos também a tentação de utilizar palavras definitivas. Esse não é um bom caminho para educar para o diálogo.
No fundo, Nancy parece não se contentar com um humanismo que, aparentemente, nos tem deixado secos por dentro. E é talvez aí que ele veja para além do seu tempo.
À medida que atravessamos uma crise global como nenhum de nós antes experimentou, vamos dando conta da importância da nossa atitude face à solidariedade no seu sentido mais profundo.