“Let’s celebrate”
Em tempo de festas, quando tudo parece mais leve, aproveitemos para tornar rotina a celebração e agradecimento pelas coisas simples que tomamos por garantidas, mas que nos fazem tão privilegiados.
Em tempo de festas, quando tudo parece mais leve, aproveitemos para tornar rotina a celebração e agradecimento pelas coisas simples que tomamos por garantidas, mas que nos fazem tão privilegiados.
O dia começa e os telefones não param. As horas e os dias passam a voar entre listas de tarefas intermináveis, redes sociais, alertas e nós a sentir que estamos a falhar em alguma coisa, embora teimemos ignorar em quê.
Crescer rodeados de amigos pode fazer a diferença nas nossas vidas. Quem nos dá a mão e nos aceita como somos ao longo do caminho? O que é isto da amizade?
Não vou a São Paulo, a Londres, a Madrid, a Roma, a Copenhaga ou a lugar nenhum que tinha pensado conhecer ou revisitar. E Deus sabe o quanto me custa o processo de não ir. Mas não poder ir não significa que não posso chegar.
Continua a ficar muito por fazer: porque nos esquecemos de que a oração age em conjunto e não sozinha. Somos nós os agentes e únicos garantes de uma mudança que precisamos.
Saber pedir ajuda e receber auxílio é, para muitas pessoas – para mim incluída – uma aprendizagem. Saber aceitar isso é termos consciência da nossa pequenez, das nossas falhas, da nossa humanidade.
Estamos às portas do lugar mais mortífero do mundo, e aqui só pode entrar silêncio – porque só ele nos permite ouvir, ver e tentar adivinhar os horrores que por ali passaram.
É certo que não podemos mudar o mundo com decisões sobre se damos 2 reais pelas balinhas de uma criança cujo olhar já tem muito pouco de felicidade. Mas podemos usar o que vemos todos os dias para termos noção de quão privilegiados somos.
Caímos muitas vezes na tentação de justificar tudo o que acontece com a certeza de que Deus sabe o que faz. Sabemos que sim, que Ele sabe o que faz. Mas isso não torna mais fáceis os acontecimentos, as ações, os sentimentos, as decisões.
Ali, por debaixo das horas de trabalho, dos resultados que apresenta, da eficiência e da boa ou má-disposição diária, estão seres humanos que até podem trabalhar como máquinas mas que sentem como mulheres e homens que são.