O melhor de todos nós

Objetivamente somos todos cinzentos. No entanto, curiosamente, emocionalmente continuamos muitas vezes retidos nesta fase emotivo-infantil de ver o mundo a preto e branco.

Estou para conhecer alguém que se ache verdadeiramente má pessoa.

Todos nós com as nossas experiências criamos uma visão do mundo. Agindo sobre essa visão formamos opiniões e tomamos decisões. Esse é o “problema” de ser humano. Com dados limitados e altamente enviesados pela nossa experiência pessoal afirmamos verdades que tomamos por absolutas.

Como chegamos aqui? Logo em crianças somos ensinados a ver o mundo a preto e branco. Existem bons e maus. Grandes heróis e terríveis vilões… e no fim, os bons ganham para gáudio de todos.

Nós adultos usamos estas fórmulas de pintar o mundo, com as crianças, para o simplificar. Tende a ser uma metodologia quase universal para incutir valores e, ao mesmo tempo, evitar explicações muito complexas sobre situações que poderíamos apelidar de “cinzentas”.

Creio que, mesmo assim, qualquer leitor concordará que objetivamente somos todos cinzentos. No entanto, curiosamente, emocionalmente continuamos muitas vezes retidos nesta fase emotivo-infantil…

Tomados pelo espírito de paladinos da verdade, cada vez mais pessoas tomam posições e defendem opiniões mais extremadas. A educação é um exemplo claro disso.

De um lado os paladinos da igualdade de oportunidade, que vêem no ensino público o último reduto para conseguir fazer de Portugal um país menos desigual, removendo ao mesmo tempo, as influências de outras entidades na educação de novas gerações.

Do outro, os paladinos da liberdade de escolha: têm como foco dar a cada criança aquilo que será o melhor para ela especificamente e fará assim com que o somatório do melhor para cada um, seja a exponencial melhoria de todos.

Numa situação trágico-cómica o empenho destes paladinos num mundo melhor faz com que se guerreiem…

O nosso mundo de paladinos (digo nosso porque me incluo)

 

Todos, a partir da sua realidade, projetam pelas suas ideias o melhor de si. Mas se convicções são relevantes, a minha veia pragmática reforçada pela minha componente profissional de engenharia faz-me crer que se nos limitarmos às nossas convicções nunca sairemos desta guerra… e nisto nunca posso deixar de citar Jim Barksdale:

“If we have data, let’s look at data. If all we have are opinions, let’s go with mine.”

 

Eu, como qualquer pessoa, tenho as minhas opiniões e convicções. Já as partilhei antes e provavelmente irei voltar a fazê-lo.

Mas neste momento não o quero fazer. O que vejo é que cada vez há mais paladinos e menos bases de entendimento.

Por isso decidi fazer algo que me parece trazer mais valor: perceber no mundo quais os melhores sistemas educativos e perceber qual a sua diferença relativamente a Portugal.

Sem qualquer juízo de opinião. Com a explicação da seleção para evitar enviesamentos.

Caro paladino, convido-o a tirar a armadura e por alguns minutos fazer o mesmo que eu, deixar cair os preconceitos.

 

Um pequeno preâmbulo, educação segundo a nossa Constituição:
Artigo 43.º — Liberdade de aprender e ensinar. É garantida a liberdade de aprender e ensinar.
2. O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer diretrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas.
3. O ensino público não será confessional.
4. É garantido o direito de criação de escolas particulares e cooperativas.
Artigo 73.º — Educação, cultura e ciência
1. Todos têm direito à educação e à cultura.
2. O Estado promove a democratização da educação e as demais condições para que a educação, realizada através da escola e de outros meios formativos, contribua para a igualdade de oportunidades, a superação das desigualdades económicas, sociais e culturais, o desenvolvimento da personalidade e do espírito de tolerância, de compreensão mútua, de solidariedade e de responsabilidade, para o progresso social e para a participação democrática na vida coletiva.
3. O Estado promove a democratização da cultura, incentivando e assegurando o acesso de todos os cidadãos à fruição e criação cultural, em colaboração com os órgãos de comunicação social, as associações e fundações de fins culturais, as coletividades de cultura e recreio, as associações de defesa do património cultural, as organizações de moradores e outros agentes culturais.
4. A criação e a investigação científicas, bem como a inovação tecnológica, são incentivadas e apoiadas pelo Estado, por forma a assegurar a respetiva liberdade e autonomia, o reforço da competitividade e a articulação entre as instituições científicas e as empresas.
Artigo 74.º — Ensino
1. Todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar.
2. Na realização da política de ensino incumbe ao Estado:
a) Assegurar o ensino básico universal, obrigatório e gratuito;
b) Criar um sistema público e desenvolver o sistema geral de educação pré-escolar;
c) Garantir a educação permanente e eliminar o analfabetismo;
d) Garantir a todos os cidadãos, segundo as suas capacidades, o acesso aos graus mais elevados do ensino, da investigação científica e da criação artística;
e) Estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino;
f) Inserir as escolas nas comunidades que servem e estabelecer a interligação do ensino e das atividades económicas, sociais e culturais;
g) Promover e apoiar o acesso dos cidadãos portadores de deficiência ao ensino e apoiar o ensino especial, quando necessário;
h) Proteger e valorizar a língua gestual portuguesa, enquanto expressão cultural e instrumento de acesso à educação e da igualdade de oportunidades;
i) Assegurar aos filhos dos emigrantes o ensino da língua portuguesa e o acesso à cultura portuguesa;
j) Assegurar aos filhos dos imigrantes apoio adequado para efetivação do direito ao ensino.
Artigo 75.º — Ensino público, particular e cooperativo
1. O Estado criará uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população.
2. O Estado reconhece e fiscaliza o ensino particular e cooperativo, nos termos da lei.
Artigo 76.º — Universidade e acesso ao ensino superior
1. O regime de acesso à Universidade e às demais instituições do ensino superior garante a igualdade de oportunidades e a democratização do sistema de ensino, devendo ter em conta as necessidades em quadros qualificados e a elevação do nível educativo, cultural e científico do país.
2. As universidades gozam, nos termos da lei, de autonomia estatutária, científica, pedagógica, administrativa e financeira, sem prejuízo de adequada avaliação da qualidade do ensino.
Artigo 77.º — Participação democrática no ensino
1. Os professores e alunos têm o direito de participar na gestão democrática das escolas, nos termos da lei.
2. A lei regula as formas de participação das associações de professores, de alunos, de pais, das comunidades e das instituições de carácter científico na definição da política de ensino.
Como medir algo tão abrangente?
O termo educação é extremamente abrangente, segundo a Infopédia, algumas das suas vertentes são:
  1. processo que visa o pleno desenvolvimento intelectual, físico e moral de um indivíduo (sobretudo na infância e na juventude) e a sua adequada inserção na sociedade
  2. processo, geralmente orientado por outrem, de aquisição de conhecimentos e aptidões; instrução
  3. conjunto de métodos e técnicas desenvolvidas com o objetivo de garantir o sucesso da aprendizagem; pedagogia
  4. aperfeiçoamento de um sentido, de uma aptidão, etc.
  5. domínio e observância das normas de conduta socialmente aceites; cortesia. Irei-me focar nos pontos 2 e 3 sobretudo por serem os que têm mais estudos sistemáticos abrangentes e são temas menos subjectivos.

 

Como “medir” os conhecimentos e a pedagogia?

Precisava de uma maneira de medir o sucesso destes dois elementos. Decerto que haverá inúmeros métodos possíveis, mas para nos mantermos no campo dos dados objectivos as metodologias mais óbvias serão as que nos são apresentadas pelo PISA ou pelo TIMSS (Trends in International Mathematics and Science Study).

Relação entre resultados de matemática do TIMSS (9º ano) e PISA de 2015 nos

 

Ambos os estudos foram feitos em 2015 e pelos resultados pode considerar-se que os seus resultados são comprovados entre si. Assim, e por uma questão de simplificação, decidi optar apenas por olhar para os resultados do PISA.

Dado que o PISA não olha a resultados do Ensino Superior não irei fazer considerações sobre este nível de ensino.

Nota importante:
Existem várias polémicas com a metodologia do PISA e os consequentes resultados como pode ser lido aqui, numa carta aberta de inúmeros responsáveis de educação:

By emphasising a narrow range of measurable aspects of education, Pisa takes attention away from the less measurable or immeasurable educational objectives like physical, moral, civic and artistic development, thereby dangerously narrowing our collective imagination regarding what education is and ought to be about.
As an organisation of economic development, OECD is naturally biased in favour of the economic role of public [state] schools. But preparing young men and women for gainful employment is not the only, and not even the main goal of public education, which has to prepare students for participation in democratic self-government, moral action and a life of personal development, growth and wellbeing.

 

Parece-me que será relativamente óbvio concordar com estas limitações e efeitos nefastos do PISA. Claramente, o maior limite pode ser ilustrado usando uma frase famosa (quase sempre erroneamente atribuída a Albert Einstein)

Everybody is a genius. But if you judge a fish by its ability to climb a tree,

it will live its whole life believing that it is stupid.

— Aesop, Jr pseudónimo de Amos E. Dolbear of Tufts no “Journal of Education” de 1898

Mesmo tendo isto em conta, ainda me parece que é, neste momento, o estudo que pela sua dimensão e autores será mais unânime.

Mas afinal o que é o PISA?

PISA é uma rede mundial de avaliação de desempenho escolar, realizado pela primeira vez em 2000 e repetido a cada dois anos. É coordenado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), com vista a melhorar as políticas e resultados educacionais. — Wikipédia

PISA

Resultados de 2015–2016:

 

Retirado de: http://factsmaps.com/pisa-worldwide-ranking-average-score-of-math-science-reading/

 

E de 2018–2019:

Retirado de: http://factsmaps.com/pisa-2018-worldwide-ranking-average-score-of-mathematics-science-reading/

 

Entre 2015 e 2018 Portugal passou do 24º lugar para o 27º.

Por uma questão de extrapolação dos resultados para o caso português, por proximidade e cultura, o que me parece mais interessante é focar nos exemplos europeus, que se mantiveram no top 10 ou lá entraram no último PISA, sendo eles:

Estónia (5º lugar em ambos — a melhor educação na Europa 2015–2018)
Finlândia ( ⬇ a descer — 8º para 10º)
por outro lado Portugal ( ⬇ a descer — 24º para 27º )

 

1. Estónia

Número de alunos: 130 000 (aproximadamente) numa população de 1,3 milhões

Segmentação dos alunos:

Retirado de: https://www.stat.ee/aticle-2018-06-21-the-share-of-older-students-in-vocational-and-higher-education-is-increasing

Organização: O sistema educativo esta dividido em 3 grupos: geral, vocacional e “escola de passatempos”. Existem 4 níveis: pré-escolar, básico, secundário e superior.

Pré-escolar: Abrange dos 3 aos 7. Está pensada para ser um auxílio aos pais no desenvolvimento das crianças, tendo em conta a sua individualidade. Os edifícios escolares são criados a pedido dos pais, quando necessário, pelos municípios. Seguem um currículo pré-definido e no fim deste período é emitido um certificado o qual fará parte da inscrição na escola seguinte.

  • “crèche” — até 3 anos de idade.
  • “nursery school” — até 7 anos de idade;
  • “special nursery school” — para crianças até 7 anos com necessidades especiais
  • “elementary school integrated with a nursery school” — escola básica integrada com pré-escolar

“Escola de Passatempos”: É uma escola de actividades extra-curriculares que permite às crianças aprender em (outras) áreas do seu interesse como arte, artesanato, música, dança, tecnologia, desporto, natureza e línguas.

Básico: Este é o ensino obrigatório, que pode ser lecionado em escolas primárias (1º ao 6º anos), básicas (1º ao 9º) ou secundárias (que também tenham o básico). Para terminar o básico, para além de notas positivas nas disciplinas os alunos têm que passar em três exames: Estoniano, Matemática e um exame sobre um tema à escolha do aluno bem como um trabalho criativo. Ao terminarem podem seguir para o ensino secundário, vocacional ou começar a trabalhar. Uma criança pode frequentar simultaneamente a escola básica e a “escola de hobbies”.

Secundário: Tem a duração de 3 anos, é condição base para o acesso à Universidade e está dividido entre o ensino geral e o vocacional.

Ensino Doméstico: Permitido, mas raro.

Currículo: Definida uma base a nível nacional mas cada escola define o seu próprio currículo, baseado no nacional, tendo em conta as necessidades da região, desejos e capacidades intelectuais dos educadores, pais e alunos.

Método pedagógico: As escolas são conhecidas pela adopção de métodos construtivistas e pela forte integração de tecnologia na sala de aula (sendo a programação e robóticas parte do programa desde o pré-escolar).

O modelo educativo segue três princípios:
– centrado no aluno e interactivo
– ambiente democrático
– os alunos são encorajados a serem responsáveis pelo que aprendem e incentivados na sua autonomia

Para que isto seja possível também é dado aos professores um elevado grau de autonomia: estrutura das aulas, horário, ritmo da matéria são todos responsabilidade do professor.

Todos os municípios tem um centro de estudos, onde alunos e pais tem suporte psicológico, “logopédico” e conselhos sobre educação especial e social. Tem como objectivo informar os pais de sinais iniciais relativos ao desenvolvimento dos seus filhos.
Para além disso, existem ao longo de todo o país, 2 escolas de educação especial: the Tartu Emajõe School e the Tartu Hiie School.

Escolha da escola: Os pais podem escolher em que escola estudam os seus filhos, sendo as escolas da área de residência obrigadas a aceitar os alunos. Os pais podem ainda inscrever em outras escolas fora dessas áreas desde que haja vagas. Enquanto a maioria das escolas não têm testes de admissão, existem algumas especialmente exigentes em que estes são necessários.

Gestão das Escolas: Existem escolas geridas central e municipalmente, tanto públicas como privadas.O município tem a autoridade para criar, alterar e fechar escolas. O município faz também a contagem de alunos no ensino obrigatório, garante que o frequentam, gerindo também o transporte e a alimentação escolares.

Financiamento: O financiamento das escolas municipais é suportado pelo “School Manager”, que na maior parte dos casos quer dizer pelo município. O número de alunos em escolas municipais será usado para calcular o financiamento estatal de educação para os municípios, cobrindo salários, taxas sociais, formação e livros escolares. No caso dos privados, é dado o mesmo tipo de financiamento. Há cláusulas na lei que indicam que o financiamento será dado só às escolas que forem efectivamente necessárias.

No Ensino Superior, a Estónia (juntamente com a Finlândia, Noruega e Alemanha) suporta estatalmente o custo, desde que seja dado em Estoniano. Quando em é dado em Inglês já têm custos para os alunos.

Orçamento: € 1,03 mil milhões (3.9% do PIB) — 2019

 

2. Finlândia

Número de alunos: 1,29 milhões(aproximadamente) numa população de 5,5 milhões

Organização: O sistema educativo está dividido em dois grupos: geral, vocacional. Existem 6 níveis: ECEC, pré-primária, básico, preparatório, secundário e superior.

ESEC: “Early childhood education and care” — combina educação, aprendizagem e cuidado de maneira sistemática e orientada por objetivos. Pretende promover o desenvolvimento da criança, a sua saúde e bem-estar como as suas oportunidades de aprendizagem.

Pré-primária: Faz parte do ensino obrigatório desde 2015 e tem currículo criado localmente baseado no “The National Core Curriculum for Pre-Primary Education” aprovado pela “Finnish National Agency for Education”.

Básico: Este é o ensino obrigatório dos 7 aos 16. No fim do ensino básico os alunos podem escolher continuar os estudos para o ensino vocacional ou académico.

PreparatórioAno voluntário especificamente para alunos estrangeiros de preparação para o secundário.

Secundário: Tem a duração de 3 anos. Para terminar o secundário, seja geral ou vocacional, é necessário fazer um exame nacional chamado “Finnish matriculation examination”. Quem passa é elegível para continuar os estudos na universidade.

Ensino Doméstico: Permitido, mas raro.

Currículo: Definida uma base a nível nacional mas cada escola município pode fazer ajustamentos e as escolas podem decidir alguns detalhes.

Método pedagógico: A partir do ano lectivo de 2016–2017 passou a ser obrigatório as escolas básicas implementarem “phenomenon-based learning” que será usado em simultâneo com o método de ensino tradicional. Este é similar ao ensino por projecto ambos dão ao aluno a possibilidade de controlar o rumo do projecto (através de “problem-based learning”) e favorecem trabalhos relacionados com o mundo real sendo interdisciplinar.

Mais informação aqui.

 

Os professores seguem o curriculum pré-estabelecido mas podem escolher a metodologia e mesmo os manuais.

As turmas são pequenas, geralmente até 20 alunos, sendo o ambiente informal o suficiente (e os edifícios limpos o suficiente) para os alunos andarem muitas vezes de meias. As actividades exteriores são essenciais e os trabalhos de casa reduzidos ao mínimo para permitir que haja tempo para actividades extra-curriculares.

Escolha da escola: No Básico a estratégia seguida é a criação de uma rede de escolas públicas onde não se selecciona ou monitoriza alunos (comprehensive school). Os alunos de ensino especial são integrados na escolas, sem distinção mas com apoio.

Gestão das Escolas: As escolas básicas são geridas pelos municípios.

Financiamento: Relativamente ao ECEC é cobrada uma prestação aos pais consoante o seu vencimento, tamanho da família e tempo que lá passa.

Ensino pré-primário e básico são totalmente suportados pelo Estado.

As escolas privadas não podem cobrar propinas, escolher alunos, ou funcionarem como instituições lucrativas. O financiamento só pode ser estatal (existem 85 escolas privadas servindo 3% da população). Para uma nova escola privada ser admitida é necessária aprovação do Conselho de Estado. Quando aprovada é-lhe dado o mesmo financiamento que uma escola municipal do mesmo tamanho. Geralmente são escolas religiosas ou Steiner.

Orçamento: € 6,8 mil milhões — 2020

Documentário: Michael Moore fez um documentário que resultou de uma visita à Finlândia e em que questiona os motivos da qualidade da sua educação — Where to Invade Next

Why Finland has the Best Education by Michael Moore

 

Outros exemplos enunciados nas discussões sobre educação em Portugal, e referidos aqui por uma questão contextual:
Suécia

Em 2015, uma crise atinge o sistema educativo:

International ratings have plummeted and inequality is growing

after raft of changes including introduction of voucher system

 

Dinamarca

A Dinamarca publicitada pela sua inovação pedagógica onde escolas privadas com diferentes métodos se inserem no sistema público sendo dito que o país “… has a tradition of private schools with a substantial government subsidy” viabilizadas por um sistema de “cheque educação”.

 

Outros estudos interessantes:

Numa entrevista recente o professor de Inovação do MIT Sloan School of Management Eric von Hippel descreveu um efeito muito interessante da forma de educar:

The spirit of innovation ultimately did feed the economy, at least in some places. In Britain, for example, new steam engines and railway lines spurred economic growth. But why did innovation flourish in places like Britain and not in others? There are, of course, a million possible factors. Phelps discovered one particularly interesting factor in the surveys he conducted for his research: “It turns out that the countries where families prize obedient children, those countries are low in innovation. I love that result.”

 

Como prometido, sem deixar análises ou conclusões, deixo apenas um pedido: é tempo de parar a guerra de trincheiras ideológicas e optar pelo diálogo sério com cedências de parte a parte para um consenso alargado.

Os dados estão ai, em vez de lutas nos temas polarizantes porque não implementar os consensuais, já?

Isso, sim, é dar o melhor de todos nós. Espero ter dado o primeiro passo!

* Os jesuítas em Portugal assumem a gestão editorial do Ponto SJ, mas os textos de opinião vinculam apenas os seus autores.