Olhados por Deus
Tantas vezes Jesus olhou, viu, cruzou o seu olhar com aqueles e aquelas perante quem os outros afastavam o olhar.
Tantas vezes Jesus olhou, viu, cruzou o seu olhar com aqueles e aquelas perante quem os outros afastavam o olhar.
Sem paredes, toda ela porta. Sem pudor, toda ela alegria. Francisco conta connosco e pede-nos que sejamos o milagre que este mundo precisa.
Há uma consequência política da centralidade do amor na mensagem do Papa Francisco. Uma sociedade que acolhe todos só consegue existir nas democracias liberais ocidentais.
A segunda tentação a evitar é a de repetir tantas vezes a palavra todos que ela se torna vazia e oca. Há muitas pessoas que sentem ainda portas fechadas como muros intransponíveis.
Por mais que feche os olhos, mesmo que me faça à estrada – em fuga – a evidência é um mar enorme, contundente, que nos abala de supetão, e essa evidência – a de que é possível o que o mundo nos diz que é impossível – embaraça-me.
A miséria e as condições de vida indignas representam uma das principais causas que obrigam as pessoas a migrar. O atual sistema económico mundial resulta numa crescente desigualdade na distribuição da riqueza.
Uma esperança entranhável, porque encarnada não numa possibilidade teórica ou utópica, mas no real que se vive no nosso país e na nossa cidade: uma experiência de fraternidade tão perfeita quanto a desejarmos criar.
As pessoas já não têm esperança nas vias migratórias legais. É crucial fazer com que voltem a acreditar.
Similarmente ao corpo, a alma ou a mente precisa de descanso, carece de momentos de relaxamento. Ora, o remédio para uma mente cansada é o deleite resultante da produção e da prática de ditos e feitos proporcionadores de diversão ou jogos.
É por isso que por serem políticas públicas devem ser políticas que tenham as pessoas no centro, que respondam às suas necessidades, mas que, acima de tudo, salvaguardem os seus direitos.