Não vou a Maiorca
Não vou a São Paulo, a Londres, a Madrid, a Roma, a Copenhaga ou a lugar nenhum que tinha pensado conhecer ou revisitar. E Deus sabe o quanto me custa o processo de não ir. Mas não poder ir não significa que não posso chegar.
Não vou a São Paulo, a Londres, a Madrid, a Roma, a Copenhaga ou a lugar nenhum que tinha pensado conhecer ou revisitar. E Deus sabe o quanto me custa o processo de não ir. Mas não poder ir não significa que não posso chegar.
Educar é criar oportunidades para que as crianças e jovens olhem para além de si mesmas; fomentar o pensamento crítico é extraordinariamente importante e um motor para promover a tomada de decisão responsável. Fica o desafio.
Ao olhar para o mundo à nossa volta, para a desigualdade que o capitalismo mais liberal nos legou, percebemos que não é possível continuar no mesmo trilho. Perdemos a Comunidade sem ter sabido construir uma ideia solidária de Sociedade.
Num mundo mais incerto, a graça a pedir é uma fé mais adulta, não a ilusão de que “vai ficar tudo bem” aqui, agora e sempre.
Necessitamos de autoridades credíveis. Especialmente nesta altura, precisamos de orientação que todos aceitem; precisamos de liderança sem coerção. Para isso, as autoridades têm de cuidar da sua reputação.
“Não estar bem” não é bom nem desejável. Mas creio ser importante desfazer uma espécie de ditadura que às vezes nos é imposta de uma humanidade impecável, sempre bem, performativa.
Espera-nos uma dolorosa crise, em que a consciência de que chegam tempos difíceis nos dá a pequena vantagem de nos dispormos para o incerto. Uma forma de nos prepararmos para uma dura viagem é recordar o clássico “O Senhor dos Anéis”.
Passados 2500 anos, quando, numa “hybris” colectiva, se pensava que a ciência e a tecnologia tinham sido capazes de encontrar formas imbatíveis de dominar a Natureza, a realidade veio comprovar, de novo, a fragilidade da nossa condição.
É importante a dimensão simbólica deste ato, que celebra a democracia conquistada. Esta cerimónia adaptada, controlada, à porta fechada mantém a normalidade possível e contribui para agregar a comunidade em torno dos seus valores fundadores
O personagem do homem do lixo, que habita os nossos quotidianos sempre por trás do pano de fundo, pode ser uma chave hermenêutica para interpretarmos o mistério da salvação.