Sou frei Júlio Gonçalves Candeeiro, diretor geral do Mosaiko | Instituto para a Cidadania, uma organização sem fins lucrativos, fundada em 1997 pelos missionários dominicanos, tendo por missão a promoção e a defesa dos Direitos Humanos.
A história de “amor” entre o Mosaiko e a organização Leigos para o Desenvolvimento (LD) tem uma madrinha chamada Daniela Vieitas. Naquele ano 2015, os LD queriam reforçar a ação das mulheres no Bairro da Graça no que toca ao empoderamento económico e à participação cidadã. Depois de uma visita à Associação Mulher Raíz da Vida, no Cazenga, em Luanda, surgiu o intercâmbio entre os dois grupos de mamãs, nomeadamente na atividade do fabrico do sabão, entre outros.
Na sequência desta, surgiram várias outras ações conjuntas entre os LD e o Mosaiko. Entre elas vale a pena destacar as várias formações de Direitos Humanos promovidas pelo Grupo Comunitário da Graça sob a animação dos LD e a facilitação do Mosaiko.
Do pouco que eu hoje sei, penso que os Grupos Comunitários são a peça de génio. Admiro a sua noção de poder em ciclo, a sua democracia representativa e participativa, a obrigação de contribuir com o que é seu para o bem de todos. Os Grupos Comunitários são um verdadeiro espaço de ensaio do sonho de um mundo gerido numa lógica de economia solidária. Todos contribuem para o bem de todos.
Os LD têm procurado estar próximos das pessoas, próximos da realidade. É neste âmbito da proximidade às pessoas e às suas situações que situo a inserção dos Leigos na igreja diocesana onde eles se encontram. É impressionante ouvir testemunhos dos efeitos do trabalho dos LD na sociedade de Benguela.
Em nome de toda a equipa do Mosaiko agradeço à Daniela por ter provocado o encontro entre as nossas duas instituições, agradeço à equipa e à direção dos LD pelos imensos ganhos da colaboração existente entre as nossas duas organizações.
Unidos em São Domingos e Santo Inácio, estamos juntos na promoção do desenvolvimento integral e integrado de pessoas e comunidades.
Fr Júlio Candeeiro, op
