Fins de tarde na Formiguinha da Boa Morte

Tive o privilégio de conhecer os performers do Tchiloli da Formiguinha da Boa Morte em dezembro de 2017 e de passar perto de um mês com eles em residência artística no início de 2018, na companhia de Ana Bento (música) e Ricardo Machado (dança) – equipa do Teatro Viriato de Portugal. Foram dias e principalmente fins de tarde muito intensos enquanto procurámos assimilar os 1001 detalhes e subtilezas da Tragédia do Carlos Magno.

Tive o privilégio de conhecer os performers do Tchiloli da Formiguinha da Boa Morte em dezembro de 2017 e de passar perto de um mês com eles em residência artística no início de 2018, na companhia de Ana Bento (música) e Ricardo Machado (dança) – equipa do Teatro Viriato de Portugal. Foram dias e principalmente fins de tarde muito intensos enquanto procurámos assimilar os 1001 detalhes e subtilezas da Tragédia do Carlos Magno.

O nosso objetivo era trabalhar sobre esta manifestação artística única que é o Tchiloli, respeitando as suas raízes e a sua história ancestral e ao mesmo tempo desenvolvendo um novo objeto artístico que transmitisse o seu essencial para um público turístico.

O processo desenrolou-se num diálogo pratico e constante (muitos ensaios e de vez em quando uma cerveja Rosema à mistura) em que juntos (os de fora e os de dentro) questionávamos, provocávamos, sugeríamos, experimentávamos, rejeitávamos, descobríamos, selecionávamos, definíamos e pouco a pouco entendíamos…

O resultado não foi um produto acabado e embalado, mas o início de um processo que se pretende sem fim, de procurar formas dignas e eficazes de partilhar o Tchiloli com o público do setor do turismo e muitos finais de tarde bem passados no terreiro da Formiguinha da Boa Morte.

 

Graeme Pulleyn
Encenador, Teatro Viriato*
*parceiro LD num projeto de economia criativa em STP