Quando iniciei a formação no ano passado, nunca imaginei as oportunidades de crescimento que Deus tinha em mente para mim.
Agora, um mês e meio após a minha chegada a Tete – esta terra que é tão quente, quer em termos de temperatura quer em termos humanos – reflito sobre todas as oportunidades que tenho tido de crescer na minha relação com Deus, com as pessoas que me rodeiam e comigo mesma.
Em missão, tenho crescido na minha relação com Deus, pois acredito que fui enviada por Ele. No meu dia a dia, procuro-O para Lhe agradecer e entregar os meus medos e preocupações. Sinto que Deus Se revela diariamente nas pessoas com quem me cruzo, através dos seus atos de amor e de entrega.
Desde que cheguei, sinto que a construção de relações com a comunidade local e com as minhas manas de missão é essencial. Tem sido uma adaptação a uma cultura diferente da nossa, mas muito especial, que acolhe com todo o coração e demonstra um enorme gosto em receber. As pessoas com quem me tenho cruzado gostam de ensinar o seu dialeto, o Nyungwe, e abrem as portas das suas casas, partilhando também as suas histórias. Tenho aprendido a importância de ouvir e de fazer perguntas. Sinto que, quando expresso o que sinto e escuto a correção fraterna, que isso é muito importante para o desenvolvimento das relações.
Confesso que nem sempre é fácil ouvir e tomar consciência dessa correção, que pode trazer dores de crescimento. No entanto, quando o meu coração se predispõe a ouvir, recebe os frutos dessa decisão, que me ajudam a crescer na minha relação comigo mesma e com os que me rodeiam.
Em apenas um mês e meio, já vejo vários frutos do Senhor em mim – nem consigo imaginar o que ainda me espera.
Tatenda Kwene-Kwene (Muito obrigada, em Nyungwe).
Joana d’Orey
Tete (Moçambique), 2025 – 2026
