Foi através dos Leigos para o Desenvolvimento que conheci o que é desenvolvimento comunitário.
Apresentaram-me o Grupo Comunitário da Boa Morte, e convidaram-me a participar, uma vez que sou responsável por um grupo de dança aqui no bairro.
O trabalho de um Grupo Comunitário sempre me motivou, uma vez que aumenta a união entre as pessoas, torna o bairro mais ativo e desenvolve a comunidade para melhor. Fiquei de tal forma motivada que hoje faço parte da equipa de coordenação do Grupo.
Uma comunidade parada não se desenvolve.
Com o Grupo Comunitário nós decidimos aquilo que queremos para o bairro, lutamos por isso e conseguimos muitas vezes não ter de ficar à espera do governo, ministérios ou câmara.
Desde que o Grupo Comunitário começou tem havido mais atividades, mais formações, mais organização. Com a ajuda dos Leigos [para o Desenvolvimento] conseguimos melhorar o bairro em muitas áreas como: educação, formação, saúde, saneamento, idosos e muitas outras coisas.
O Grupo Comunitário é como uma família em que todos trabalham uns para os outros, em que cada um dá o que pode e o que tem para ajudar o outro.
Também os Leigos [para o Desenvolvimento] são para nós como família, ano após ano, um depois do outro, conhecem os nossos problemas, preocupam-se connosco, mas sobretudo estão connosco a cada dia e sempre que precisamos.
Auria Paquete
Grupo de Dança da Boa Morte
