Viver a Agradecer no Oeste – Réveillon 20/21

Viver a Agradecer no Oeste – Réveillon 20/21

Venho do Viver a Agradecer do Oeste de coração cheio. Seis animadores esti­veram uma semana fora de casa e dos seus amigos para poder estar com os gambozinos de Peniche e podermos tentar fazer a diferença num tempo em que as atividades são poucas devido ao “novo” covid-19.

Foi uma semana que reacendeu em mim o espírito da missão gambozinos, que me deu a certeza de que ser animador GBZ faz parte da minha identidade.

Nesta semana o grande foco foi estar, e estar bem, com as famílias e com os gambozinos. Não se fizeram os jogos mais épicos nem os BDS’s mais ousados, mas soubemos os seis, cada um no seu jeito muito próprio, levar o nascimento de Jesus aos Penicheiro e eles a nós.

Desde uma caminhada incrível até à Papoa, passando por um jogo de tintas na praia, pelo Boa Noite no prédio, pelas conversas com as famílias e até o simples ato de ir para o prédio só estar presente, tudo isto foi vivido a agradecer a Vida de cada um e de todos.

No último dia, todos os animadores disseram que ficariam mais uma semana e com um sorriso no rosto; essa imagem marcou-me porque foi um sorriso de missão cumprida, mas ao mesmo tempo um reconhecimento de que, apesar de ainda existirem muitos sítios onde ainda não chegámos em Peniche, estamos dispostos a fazê-lo com a alegria de um Cristão.

Vasco Costeira

Viver a Agradecer no Sul – Réveillon 20/21

Viver a Agradecer no Sul – Réveillon 20/21

Esta foi para mim uma atividade nova nos gambozinos. Talvez sejam todas (às vezes gosto de dizer aquela frase bonita “todos os campos e atividades são diferentes, é sempre novo”, que até é verdade), mas esta foi para mim mesmo diferente: um grupo de cinco animadores a viver na Caparica durante sete dias, com um objetivo muito simples: estar no bairro do Pragal, com os gambozinos que lá vivem.

Fomos bater às portas, conversar ao vivo com eles e com as suas famílias. Convidámos estes gambozinos para estarem e brincarem connosco. E fomos surpreendidos pelo entusiamos com que nos receberam.

Fiquei fascinada com a simplicidade dos dias, de coisas como encontrar alguns gambozinos na rua com amigos e dizer “Vamos fazer um jogo louco com tintas e armaduras de papel, querem vir?” e receber um “Ya!” de olhos bem abertos e virem todos.

Ou de ir bater a uma porta e acabar por ficar uma hora à conversa com a querida avó Fátima.

Tudo me soube a Gambozinos, àquela alegria que todos conhecemos ou vamos conhecendo, nos campos ou fora deles: um jeito que os dias têm de esticar para que caibam mais horas (ainda que o recolher obrigatório seja às 13h), as conversas boas, o dançar, o jogar à bola ou ao esconde-esconde ao contrário, os momentos para estar com Jesus.

Mas, ao mesmo tempo, estes dias trouxeram consigo uma certa sensação de novidade; ou antes, a sensação de ver em cada miúdo, em cada animador, em cada jogo ou conversa, algo de novo. Talvez a alegria de ver mesmo cada um como amigo (para além de ser um gambozino de quem sou animadora). Um amigo com quem quero estar, porque sim. Gostei especialmente de poder dizer “até amanhã” sem ser num campo, saber que ia lá estar outra vez e deixar conversas por acabar.

A verdade é que esta semana foi para mim uma lufada de ar fresco, no meio de tempos já desgastados de distância. Que bom foi poder estar. Com os gambozinos no bairro, com as nossas amigas Leigas (para o Desenvolvimento) no réveillon, com os animadores à lareira, com Jesus onde Ele se quis fazer presente. Nesta passagem para o novo ano, descobri que apesar de todas as dificuldades e imprevistos que este tempo traz, há sempre coisas novas para agradecer.

Cheguei ao fim destes dias mesmo agradecida e descansada. Por tudo o que vivemos.

Pela novidade. Pela rotina. Pela  simples beleza do estar.

Descansa-me ver que o Núcleo Sul está bem vivo e tem animadores com vontade de crescer e fazer crescer esta missão. Descansa-me sobretudo não estar descansada com o que fizemos, porque sete dias é pouco, e porque há muito mais a fazer (e a agradecer) no bairro, no núcleo, nas nossas casas, no nosso coração.

Descansa-me e motiva-me perceber que a Missão é a mesma, mas vai sempre tomando novas formas, pedindo-nos para ser criativos.

Queridos amigos, não deixem que me esqueça disto: a missão (re)começa agora, e é o Senhor quem faz novas todas as coisas.

Gracinha Viana Baptista

 

“VER DEUS EM TODAS AS COISAS”- Linhas de Fundo 20/21

“VER DEUS EM TODAS AS COISAS”- Linhas de Fundo 20/21

As linhas de fundo não só servem de base para tudo aquilo o que fazemos nos Gambozinos durante o ano como também nos ajudam a relembrar o que é ser Gambozino no nosso dia-a-dia. Este ano é ano muito especial. A 21 de maio de 2021 completam-se 500 anos desde o dia em que Inácio de Loyola foi ferido na perna por uma bala de canhão na batalha de Pamplona. Este ferimento desencadeou o processo de conversão do fundador dos jesuítas. Por isso, neste ano inaciano vamo-nos deixar guiar por uma frase que Santo Inácio tantas vezes dizia: “Ver Deus em todas as coisas!”

Ver Deus em todas as coisas é saber viver com uma atenção redobrada. É procurar os sinais que Ele nos vai deixando ao longo do dia, no trabalho, nas pessoas, na natureza … e caminhar para onde estamos a ser chamados.

Martim Clara

Assembleia dos Gambozinos 2020

Assembleia dos Gambozinos 2020

No passado dia 10 de outubro, teve lugar um dos momentos mais importantes do ano: a Assembleia Geral dos Gambozinos!

O encontro decorreu, pela primeira vez na história dos gambozinos (como de tantas outras associações), em “modo distanciamento social”, online. Sentimos, claro, a falta de estarmos juntos, de nos abraçarmos, de conversar, de celebrarmos com aplausos e músicas, a alegria desta missão que assumimos em conjunto. Por outro lado, este novo “modelo zoom” permitiu a muitos sócios, que possivelmente não iriam pela dificuldade em estar fisicamente presentes, participarem e envolverem-se.

A diversidade na participação em termos de gerações presentes, desde os primeiros animadores de gambozinos aos mais recentes, e da representatividade geográfica, foi uma das características muito positivas da assembleia.

Todos os pontos da ordem de trabalhos foram apresentados e bem discutidos. Destaco uma das grandes e inovadoras atividades realizadas este ano, “Viver a Agradecer” e a extraordinária capacidade dos animadores de reinventarem o acompanhamento dos gambozinos em Braga, em Peniche e no Pragal. Esta atividade, resultante dos tempos que vivemos, revelou ter um grande impacto, passando já a fazer parte do plano do próximo ano. Novas apostas, como a expansão de um dos núcleos, alterações na composição dos grupos mais adequadas aos tempos pandémicos, foram sonhadas, discutidas e decididas. Foram eleitos novos membros para a Direção Nacional e para o Conselho Fiscal.

A Assembleia, muito bem preparada e com antecedência, foi um sucesso, permitindo avaliar o que foi feito e decidir para onde queremos ir. Num formato diferente e novo para todos, com desafios grandes pela frente neste tempo incógnito em que vivemos, vejo uma Associação sólida, constituída por pessoas boas, motivadas e comprometidas em construir este sonho de Jesus.

Obrigada a todos os Gambozinos, aos que “andam no terreno” e aos que participam de várias outras formas, que ousam sonhar e propor novas aventuras para fazer crescer mais e mais esta Associação e que, ao longo destes quase 25 anos, tanto Bem tem feito no mundo.

Cristina Duarte

Queres fazer parte dos Gambozinos?

Queres fazer parte dos Gambozinos?

As inscrições para novos sócios dos Gambozinos já estão abertas, e podes-te inscrever aqui!

As vagas destinam-se a:

  • Sócios agregados – ou seja, que tenham entre os 7 e 17 anos em 2020;
  • Sócios efectivos – que completam 18 anos em 2020, ou que sejam maiores de 18 anos e que participem ou já tenham participado em actividades dos Gambozinos.
    Se tiveres alguma dúvida não hesites em contactar-nos, mas confirma primeiro se a resposta não está no separador Novos Sócios, em “Perguntas Frequentes”.

Acede ao separador Novos Sócios para acederes a mais informação.

Inscreve-te até dia 30 de Novembro!

Viver a Agradecer em Peniche

Viver a Agradecer em Peniche

Depois das atividades terem sido suspensas em Março devido à pandemia, temi que Peniche se tivesse esquecido dos Gambozinos, mas mal o grupo de animadores entrou no P3 fomos recebidos com enorme alegria. Alegria essa que nos contagiou e se manteve ao longo das duas semanas.

Das explicações aos mergulhos do pontão, passando por noites de karaoke, BDS’s na falésia e jogos de paint-esponja: vivemos como Gambozinos. Os sorrisos e gargalhadas constantes da Amizade, experienciámos nos mergulhos no mar e nos passeios nas falésias a beleza da Natureza, nas explicações o espírito comprometido ao Serviço e a cada dia que passou entregámos e agradecemos a Deus.

A melhor maneira que eu tenho de descrever o que foi viver em Peniche durante 15 dias é agradecendo. Obrigado aos animados que alinharam nas atividades divertidas e sérias, parvas e sentidas. Às famílias de Peniche que nos acolheram de forma tão profunda. Aos animadores que demonstram o seu compromisso vivo e alinhado. Ao Gonçalo Costa sj e ao Pe Diogo pelo acompanhamento espiritual que nos deu tanta força. Vivemos agradecidos.

Zé Maria Balcão Reis (animador)

 

Em primeiro lugar, afirmo que estes 15 dias com os GBZ foram assim como uma grande surpresa, porque não estava a espera que acontecesse, pois normalmente estas atividades decorrem durante um período de 2 dias de X em X tempo, mas ainda bem que aconteceu.

Durante todo esse tempo, as atividades propostas pelos animadores foram incríveis e divertidas. Tudo o que nos foi proporcionado correu como o previsto (eu acho) e o melhor é que foi nos níveis possíveis de segurança para todos, devido a esta situação desagradável em que nos encontramos de Covid-19.

Para finalizar, agradeço em meu nome e de todos os Gambozinos de Peniche, aos animadores que disponibilizaram estes 15 dias fantásticos connosco, porque podiam ter optado por ficar em casa a estudar, a aproveitar um pouco mais de férias ou simplesmente ficar em casa com a família mas preferiram vir para esta pequena cidade, cuidar e entreter crianças e adolescentes destas idades, o que não é coisa de pouca responsabilidade. Então agradecemos de coração e pedimos por mais momentos marcantes como estes.

Pode não parecer, mas TODOS vocês fazem a diferença, cada um à sua maneira, mas fazem! Pelo menos em mim, vocês fazem a diferença, mostrando o quão solidários e prestativos podemos ser uns para os outros (acho que sabem ao que me refiro particularmente).

Muito obrigada a todos.

Esperança (gambozina, 15 anos)