O desafio lançado foi “Viver a Agradecer no Bairro”, mas o que é que isso significa? O que é que implica? Como é que EU sou chamada? Qual vai ser a minha Missão? Estas foram as várias dúvidas que me passaram pela cabeça, antes de me inscrever para estes 15 dias misteriosos. Decidi confiar e cheguei a Braga, sem saber bem como tinha chegado e como iria sair.
Os primeiros dias no Bairro das Andorinhas foram uma aventura, pela primeira vez, pude dizer “até amanhã”. Havia amanhãs, uns a seguir aos outros. Éramos como um grupo de amigos com programas do tipo “siga amanhã ir lanchar” ou “ir dar uma volta”. Aquela chegada ao Bairro sempre acompanhada com os berros a reclamar que “hoje estão atrasados” ou “onde é que estão os outros?”. E as despedidas curiosas do “amanhã vêm a que horas?” que nunca faltavam. Vivemos assim felizes no Bairro.
Mas, viver é uma dádiva e, por isso, vivemos a agradecer o tão esperado “amanhã”, os passeios que levavam a conversas, os golos bem ou mal marcados (eheh), os gelados nos dias de calor, a música e a noite de cinema. Mas, como nunca falta, agradecemos, também, os “amuanços”, o cansaço e a inquietação. Assim fomos agradecendo todas as maravilhas de Deus, que se iam tornando visíveis ao longo dos dias. E, porque agradecer faz parte do nosso viver, fizemo-lo, ao longo de cada dia, a rezar, na Missa, nas orações da manhã, na dinâmica do quadro branco, nos “Momentos Kit-Kat” (com direito a Kit-kat), no “Viver a Agradecer o dia!” e nos serões de oração de animadores. E quando um novo dia começava, agradecíamos e voltávamos a agradecer, porque, “ o Espírito Santo é o maior!” e “Deus faz maravilhas!”.
Assim, devolvidos às nossas rotinas, fomos enviados para as nossas casas a “Viver a Agradecer” cada dia.
Mercês Novais Machado (animadora)
As duas últimas semanas, para mim, foram incríveis! Aprendi coisas novas e fiz coisas que nunca tinha feito. Adorei conhecer pessoas novas e fazer amigos novos. Jogar à bola e aos jogos propostos foram das coisas que mais gostei, tal como o filme que vimos.
Por isto, agradeço terem passado estas duas semanas connosco!
Durante duas semanas, um grupo de amigos Gambozinos estiveram a “Viver a Agradecer” no Pragal. Foram duas semanas intensas de atividades, momentos gambozínicos, boas conversas e muita alegria. Estivemos muito no bairro, mas também andamos em aventuras pelo rio Tejo, piscina para refrescar, visitas ao Cristo Rei, jogos na mata, uma grande churrascada, um belo dia de surf e vários momentos de missa com Jesus. Fizemos parte do bairro e de um bocadinho da vida dos Gambozinos do Pragal, e demos tudo para que não ficassem sem a presença dos Gambozinos neste verão. No meio de toda esta alegria e confusão, Jesus fez-se presente. Fez-se presente nas conversas, nos sorrisos, nas gargalhadas e a todos nos fez crescer um bocadinho. Foram duas semanas em que, apesar de não ser um campo de férias, nos fez a todos relembrar o que realmente importa, nos fez a todos relembrar a alegria de ser Gambozino.
O que mais agradeço destas duas semanas é o olhar com que de lá saio. Um olhar diferente e renovado sobre os Gambozinos e qual a nossa missão. Fiquei surpreendido pela simplicidade da felicidade, pelo facto de que, com Jesus, não precisamos de grandes ideias e mega jogos, sermos hilariantes ou os melhores animadores. Esta felicidade existe nas nossas casas, no nosso bairro, nos nossos amigos e família, na escola e universidade… basta estarmos atentos e ter um olhar agradecido. Apenas precisamos de nos dar, de dar a vida e amar. Apenas precisamos de servir e de nos entregarmos a Jesus, tal e qual como somos. E connosco nas Suas mãos, Ele faz maravilhas. Connosco nas Suas mãos, podemos confiar que a Sua missão vai ser cumprida.
A vida a servir tem outro sabor, quando conseguimos sair de nós próprios e aprendemos a agradecer a nossa vida e a dos outros, o nosso olhar muda completamente. Agradeço muito aos Gambozinos por esta oportunidade de viver a servir, de viver a agradecer.
Pedro Lynce (animador)
Estas duas semanas acompanhada dos gambozinos foram simplesmente incríveis, o facto de terem pensado nesta ideia faz-me querer que estou rodeada das pessoas certas. Não acompanhei as duas semanas inteiras, porém fui à maioria das atividades e posso dizer que foi incrível, desde o jogo do bang na mata dos medos, ao churrasco com os mais velhos, ou às missas ao ar livre. Fiquei triste que não durou mais que duas semanas, por mim duraria meses!
Uma coisa que me deixou bastante frustrada foi o facto de não poder abraçar ninguém, este vírus realmente faz-nos ver que pequenas coisas são mesmo importantes, como abraços depois de não vermos os nossos amigos durante muito tempo.
Eu quero agradecer à Maggy pela ajuda com os trabalhos de casa, à Teresinha e à Leonor por terem tanta paciência com as crianças do Pragal, ao Lynce por ser um ótimo ouvinte, ao Tomazi por ter um enorme coração e a todos eles por terem feito estas duas semanas mágicas.
Neste tempo que estamos a viver, decidimos trazer até casa de cada um, um bocadinho de um dos eventos mais característicos da nossa Associação.
Convidamo-vos para a Casa de Fados || Fados de Casa, um fim-de-tarde de Fados que nos relembra as tradicionais Noites de Fados dos Gambozinos. Os moldes são diferentes do habitual, mas a alegria a que estamos acostumados mantém-se!
Teremos connosco o Zezé Souto Moura, fadista e gambozino de longa data, que vai cantar em directo de sua casa na sexta-feira, dia 22 de Maio, às 19h no canal de Youtube do Ponto SJ e também aquino nosso site.
A missão dos Gambozinos continua, e por isso, se nos quiserem e puderem ajudar podem fazer um donativo aqui.
Que estes Casa de Fados || Fados de Casa nos encham de alegria e relembrem de tantos momentos bons vividos com os Gambozinos, ajudando a viver a agradecer a Graça que é fazer parte desta grande família, aberta a todos, e que se mantém unida!
Em 2017 era em Tomar que andavam os louquitos dos Gambozinos, lembram-se?
Bem… G3 2017, O ÚLTIMO CAMPO COM “G” AHHHHGGGG!
Não podia ter acabado de melhor forma, mas… não é bem disso que venho falar;)
Estávamos no penúltimo dia de campo, entre construções de cabanas para o arraial, conversas, choros secretos (a Missa de Campo era só no último dia), kitanços máximos na zona de campo, estávamos todos lá a preparar este que seria um belo arraial.
Não estava o tempo esperado, estava nublado mas seco… não tardou até começar uma trovoada bem sequinha… o que não era ideal dado que estávamos no meio do mato.
Entre trovões altíssimos que nos faziam, também a nós, tremer, começaram umas pingas e, pá, juro que na altura pareciam ter aí uns 50cm!
Deste cenário soa, não um apito, mas múltiplos apitos cada vez mais altos do diretor e agora: o que é que se faz quando é mais do que 10 apitos???!
Fugir?!?!
Correr?!?!
Chorar?!?!
Até que vem a voz que a todos clarifica:
“TODOS PÁS TENDAS!!!!!!”
E lá fomos nós a correr, mergulhando para dentro das tendas mais próximas!
Chovia torrencialmente.
Passados 5-10 min (podem ter sido horas…quiçá) começamos a meter as cabeças fora das tendas em filinha e começou um jogo de furor entre tendas proporcionado por um belo dado gigante!!! A chuva torrencial não parou de existir, mas fez parte, sem dúvida, de toda aquela sinfonia!
Gostava mesmo que houvesse uma foto deste momento, como não há, fica uma a provar que a chuva parou, mas la fiesta de arraial não acabou!
Bia Medina
Edu Braga
Sábado, 24 de agosto de 2019. G3’19. Fim de tarde. Sons e cores maravilhosas. A temperatura: agradavelmente fresco no fim de uma tarde de sol. O “Jogo Olímpico Javardo” foi épico.
Também estou ali, cheio de lama. É clara (ainda que com muita lama) a Alegria de cada um.
Agora, o que torna isto especial? TUDO. Tudo, as coisas, as pessoas, o ar, os sons, as cores.
Vem-me à cabeça a famosa frase: “A beleza está nos olhos de quem vê”.
Mas depois faço a experiência de tirar uma pessoa da foto. Já não sinto o mesmo. Uma experiência simples, mas ao tirar alguém da foto os meus sentimentos não são os mesmos. Naquela altura nunca os teria tido sem a atmosfera daquele momento. Existe uma “magia no real” e nas coisas simples. Uma Alegria inexplicável, certamente não vem de nós!
Edu Braga
Fonga
Depois de um dia longo, todos cansados, ter um tempinho para irmos até à praia ver o mar, ir beber um café, irmos ao bowling, ficar na fofoca dos namorados ou simplesmente ficar um bocado no bairro a conhecer melhor os gambozinos que moram perto de mim…
Horinhas tão bem passadas com os mais próximos de mim… e com os animadores mais fixes que deviam sair malucos das atividades com tanta asneira que dizíamos, mas muitos satisfeitos das gargalhadas e do momento RELAXX que tivemos!!!!
Um momento GBZ - Fonga (Kaptações, 2016)
Inês Barreiros Mota
Os campos são marcados por momentos incríveis… Uma alegria inexplicável que não pode vir de nós! Este foi um desses momentos, depois de uma ‘feira das vaidades’ que serviu de mote final da caminhada de G3 de 2018.
Já voou Senhor, quero ir e veeer!!
Um momento GBZ - Inês Barreiros Mota
Ião Rôxo
Olá Gambozino, o meu nome é Sebastião… (Quem???)
Pronto, Ião, Leão, GuardIão, Fadão ou todos os outros nomes fui recebendo nos Gambozinos ao longo dos anos. Tal como podem ver na fotografia gosto de reproduzir a cena histórica do Titanic quando o cenário é inspirador.
A fotografia que vos trago foi tirada em Agosto no Campo de Serviço de 2018, no Cabril. No dia anterior tínhamos sido convidados para as festas da aldeia do Armadouro, uma aldeia perdida na beira, terra que o viu nascer (acho que já todos sabem de quem falo). Uma festa de Verão diferente de todas as que conhecia, que entre o português e o francês, as camisolas do Ronaldo e do Paris Saint German, e o hino nacional cantado lá para as quatro da manhã, podia perfeitamente ser uma cena do filme “A Gaiola Dourada”. Foi cantar e dançar até altas horas!
Depois de uma noite bem passada, em que devíamos ser 40 pessoas a dormir na casa dos 7 anões, acordámos por volta das 5h da manhã. Por tradição, os habitantes do Armadouro, sobem todos os anos ao cimo da serra para ver o nascer do sol e, nesse dia, nós também íamos participar. Depois de 45 mins de caminhada ainda de noite, chegámos ao local onde foi tirada esta fotografia. Assim que os primeiros raios de sol se fizeram sentir, instalou-se naquele cume uma paz enorme, um silêncio que deve ter durado apenas alguns minutos, mas que para mim pareceram horas. E ali estávamos nós, numa terra que nos recebeu como se nos conhecesse desde sempre.
Bastou depois que todo o sol ficasse descoberto para ser começarem a ouvir as primeiras notas de acordeão e toda a festa da noite anterior foi continuada naquele momento.
Um momento GBZ - Ião Rôxo
Marcos Correia
Estávamos no verão de 2015, um campo inesquecível de G3 estava a decorrer já nem sei bem onde, sou honesto, raramente me lembro dos nomes dos locais de campo por mais de 2 anos… E no meio de tantos jogos, BDSs, momentos de roda, banhos no rio, no fundo, no meio de tantos sorrisos e pura alegria, gera-se rebuliço! Tínhamos uma missão que não envolvia somente os Gambozinos, mas toda a comunidade local, íamos apresentar um teatro no centro comunitário para todos os que quisessem aparecer.
Logo muito eficientes dividimo-nos em grupos, uns a preparar o cenário, outros a treinar a atuação, outros a anunciar o espetáculo, no fundo, a render os talentos de cada um. Tínhamos apenas uma manhã e uma tarde para preparar isto tudo, mas lá fizemos tudo sempre com uma alegria irradiante.
E então chegou a momento, era hora do espetáculo! Casa a abarrotar (nem sabia que havia tantos habitantes naquela terrinha no meio do nada) e foi simplesmente deslumbrante! Hoje penso como é que putos de 15 e 16 anos conseguiram fazer algo tão incrível, mas realmente aconteceu! E mais do que um espetáculo bem feito, tratou-se de muito mais!
De repente, aquela que era uma aldeia meio abandonada ganhou uma vida incrível! Reencontros, pessoas a apresentar os netos que tinham ido passar uma semana a casa dos avós, um homem a contar histórias inimagináveis aos mais pequenos e no meio disso todos os Gambozinos com um sorriso estonteante na cara!
Provavelmente nunca conseguirei enumerar tudo o que os Gambozinos me deram ao longo de tanto tempo, mas este teatro e tudo o que ele significou para mim será algo que estará sempre na minha memória tal como todos estes sorrisos de gente que partilhou comigo esta experiência.
Também por isso vale a pena o flashback. Temos agora mais tempo para nos perdermos nas memórias e para nos voltarmos a apropriar desses dias.
Vivemos o RAIO como verdadeiros gambozinos. Desta vez as nossas diferenças, aquelas mais evidentes no 1º dia, eram as idades! Uns ‘sábios e experientes’ e outros ‘jovens e aventureiros’. Dois mundos que se foram aproximando ao longo de 3 dias que tiveram o mesmo sabor que os 10 de um campo. Como se foi transformando o nosso olhar, o nosso sentir, o nosso servir!…
Como nos transformamos quando nos desligamos… é mesmo uma experiência incrível. Aquele exercício simples dos campos, logo que se chega, de desligar o telefone… o tempo que se ganha depois disso! Tanta conversa que surge naturalmente, tanto que se observa e se percebe sem fazer perguntas. A graça que se acha a tudo e a luz que se vê em cada momento. Tinha muitas saudades disso. Como uma coisa tão simples pode multiplicar o nosso tempo e criar tantas oportunidades para nos ligarmos.
Os gambozinos falam-me sempre muito de simplicidade. E esse ensinamento permanece… por vezes mais dormente, outras vezes a querer tornar-se de novo prioritário.
Mas também sempre me falaram de sonho! Esse sim, estava mais adormecido… Obrigada por terem reavivado essa parte da minha casa, a cozinha! ‘O que ando a preparar para o futuro? Que sonhos e que projetos tenho? Como vejo o futuro?’ No BDS, Jesus quis ficar mais tempo na minha cozinha… a mudar a forma como sonho e como projeto o futuro. A explicar que os ingredientes da cozinha dos gambozinos fazem muito mais falta à minha família que aqueles que compro noutros sítios. Vale a pena voltar a convidar Jesus para nossas casas. Agora de quarentena Ele quer ainda mais encontrar-Se connosco aqui, onde nos pediu para estar.
‘O Raio começa agora!’
Agora? A sério? Não era nada disto que eu tinha planeado…
Depois de 3 dias lindos de procura, descoberta, escuta, aprendizagem, partilha, Deus envia-nos para a nossa missão! Estávamos desejosos, de mangas arregaçadas, cheios de energia e boa disposição. E agora… quaresma! O sacrifício que Jesus me pede afinal não foi escolhido por mim. O RAIO começa agora mas o mundo parou. O que é que Deus nos quer dizer com isto?
Convidamos Jesus para a sala de estar, com todo o tempo do mundo, e falamos-lhe da nossa família, dos nossos amigos, dos nossos colegas de trabalho, dos pobres, dos abandonados, dos doentes e dos que estão sozinhos…
O Raio começa agora! Pedimos ajuda a Jesus e deixamo-nos transformar por Ele num gambozino melhor, de coração convertido, que anseia por viver a Páscoa.
Começou a Quaresma: 40 dias de caminho espiritual em direcção à Páscoa.
Na Quaresma podem acontecer coisas extraordinárias no nosso espírito. Mas para que isso seja realidade temos que pôr os meios. A Igreja pede três coisas aos cristãos:
– Oração, mais oração.
– Jejum e abstinência: jejuar e abster-se de comida (quarta-feira de cinzas e sextas-feiras) e de coisas supérfluas.
– Esmola: ajudar alguma causa da Igreja, sobretudo ajudar os mais pobres.