Bom. Normalmente dizemos que uma coisa é boa quando não sabemos muito bem o que dizer dela, mas uma vez um jesuíta usou “bom” para descrever alguma coisa onde sou por inteiro, onde descanso e sou livre, onde estou e não podia não estar. É este “bom” que tem sido, para mim, este ano de GEMA, o SAGA e os Gambozinos em geral.
Ao longo deste ano, acho que o mais importante tem sido aprender a deixar-me surpreender, ou seja, não achar que já sei tudo nem ter grandes expectativas, mas aproveitar o que vier, seja nos amigos que já tinha ou nos que fui conhecendo melhor, nos animadores, nos BDS, nos jogos… E isso mudou muito a forma como tenho vivido tudo.
Começámos este ano de GEMA com três objetivos: ser “uno”, ser louco e encontrar a luz e sair do templo.
Este ser “uno” tem passado muito pelo grupo, que é cada vez mais um grupo de amigos mais unido, onde podemos ser nós próprios. Amigos que me ajudam a viver de forma mais leve, a não complicar demasiado as coisas, e a viver na verdade, focando-me no essencial e ajudando-me a encontrar Deus nas coisas mais pequenas. E acho que é muito por termos um grupo assim que consigo viver melhor os outros dois objetivos.
Ser louco tem sido não me levar demasiado a sério, aproveitar este último ano como animada, poder ser eu sem estar sempre preocupada com o que pensam ou em fazer tudo bem.
No fundo, este ano tem sido muito isto: encontrar a luz, a alegria, e perceber que, se encontro esta luz, se algo é mesmo bom, então é muito pouco guardá-lo só para mim. E que, por isso, depois de encontrar a luz, é preciso sair do templo. E acho que é aqui que tenho vindo a perceber melhor a vocação de ser animadora, porque, na prática, é isto que é sair do templo, é depois deste tempo tão bom que foi ser animada, deixar de ser só para mim e dar aos outros, mesmo sem saber tudo, ir com esses “medos” e, de alguma forma, transformá-los em alguma coisa boa.
Laura Muragi
