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A Igreja acredita que todos aqueles que foram beatificados e canonizados estão junto de Deus e por isso vivem a experiência da plena santidade. Mas a Igreja acredita que nem todos os santos foram beatificados ou canonizados. Junto de Deus vivem muitos que ao longo da vida foram aquilo a que o Papa Francisco chama “santos ao pé da porta” (Gaudete et Exsultate,7), pais, mães, religiosas, religiosos, sacerdotes, leigos missionários, pessoas solteiras que foram fieis nas coisas pequenas e grandes da vida, acolhendo plenamente o dom da salvação que Jesus oferece gratuitamente.
São esses santos, que não estão nos altares mas que cruzaram a vida de tantos de nós deixando a marca de Jesus, que celebramos neste dia. A Igreja alegra-se porque neles se realizou o mistério pascal de Cristo. Entregando como Ele a vida pelos outros, são acolhidos plenamente na Sua Glória.
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No começo da Igreja, a grande devoção dos fiéis era dirigida aos Mártires. O que se compreende porque nesses momentos os cristãos eram fortemente perseguidos e o exemplo dos mártires inspirava fidelidade e perseverança. Assim, nos primeiros séculos do cristianismo, a Igreja do Oriente dedicava um Domingo à celebração de todos os mártires.
No Ocidente, começou também a celebrar-se a festa de todos os mártires, apóstolos e anjos. Nos começos do século VII o Papa Bonifácio IV cristianizou o culto pagão de todos os deuses, celebrado no Panteão de Roma, dedicando-o à Santíssima Virgem e aos mártires. Uma vez que essa cristianização do culto pagão aconteceu a 13 de maio de 610, esse dia foi escolhido como a primeira data em que se celebraram todos os santos.
A celebração de todos os santos foi-se tornando mais popular e o seu culto foi-se espalhando. Foi então composto um ofício litúrgico próprio para celebração dos santos. Em 737, foi inserido no cânone da missa uma celebração de Todos os Santos. O Papa Gregório IV fixou a festa de todos os santos no dia 1 de novembro no século IX, data que já há algum tempo tinha sido escolhida em Inglaterra para celebrar os santos. Sisto IV daria a esta celebração o estatuto mais importante da Liturgia cristã passando a ser considerada uma solenidade.
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Uma das formas de viver este dia é celebrar a Eucaristia. Até porque, tratando-se de um dia Santo e de uma Solenidade, a Igreja convida todos os cristãos a participar neste Sacramento. É também um bom dia para recordar todas as pessoas que nos ajudaram a conhecer Jesus e que foram para nós testemunho de santidade, agradecendo a Deus o seu exemplo e celebrando a sua vida. Finalmente, podemos reconhecer que aspetos da nossa vida precisam de ser purificados para sermos mais fiéis à vontade de Deus, servindo gratuitamente os outros.
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Porque é a continuação lógica desse dia de Todos os Santos. Depois da alegria com que se celebrou a santidade dos que vivem a plena comunhão com Deus, a Liturgia dedica o dia seguinte à evocação da memória dos fiéis defuntos.
Estamos também em comunhão com aqueles que, em preparação para ver totalmente a Deus, são ainda purificados do que neles não é amor. Costumamos dizer que estão no purgatório. O início desta tradição está ligado à determinação dada, em 998, pelo Abade de Cluny, Santo Odilão, para que todos os mosteiros da sua ordem evocassem a 2 de novembro todos os fiéis defuntos. O costume foi-se generalizando e seria oficializado por Roma no século XIV.
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O Halloween ou Hallowe’en constitui uma forma abreviada da expressão escocesa Allhallow-even, – eve of all saints-, ou seja, “véspera de todos os santos”. Este termo aparece no século XVI, tendo origem numa festa celta, o Samhain, que marcava o fim do verão, das colheitas e o começo do Inverno. Era também a altura em que os celtas recordavam os seus antepassados. A essa festa celta estavam também associadas comida, doces e máscaras.
A emigração de povos de origem celta para os EUA fez com que essa tradição se enraizasse naquele país. Há por isso uma coincidência de nomes, mas a origem e a história de cada uma das festas são distintas.
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