A beleza da dúvida
Cristo não veio libertar-nos da dúvida. Veio libertar-nos para uma fé que é Amor – e o Amor não vive de certezas científicas. Vive de confiança, de entrega e, atrevo-me a dizer, de aposta.
Cristo não veio libertar-nos da dúvida. Veio libertar-nos para uma fé que é Amor – e o Amor não vive de certezas científicas. Vive de confiança, de entrega e, atrevo-me a dizer, de aposta.
Amou sobretudo o povo a que foi enviado em missão de levar a boa nova de Jesus, diz P. Manuel Morujão que o visitou e com quem se correspondia. P. Francisco Cortês Ferreira recorda amabilidade e naturalidade com que falava de Jesus.
É o Coração de Jesus que constitui a verdadeira norma da vida cristã. Não um sistema de ideias. Não uma sensibilidade política. Não uma nostalgia histórica. Não uma reação cultural.
Considerado um pai para uns, para outros o companheiro fiel que ficou ao lado do povo timorense quando a guerra se instalou, o jesuíta português era uma figura incontornável da história de Timor-Leste.
Nesta primeira edição em que o palco do À noite na cidade foi o próprio CUPAV e este, na sua versão renovada, abriu as portas à comunidade, ficou a certeza de que uma casa não se constrói só com paredes, mas com pessoas.
Jesuítas ordenados nos últimos anos juntaram-se para encontro de convívio e partilha de missão durante dois dias, contando com uma visita do novo Provincial, P. António Valério.
A questão de fundo, recolocada pelo documento papal não é apenas tecnológica, mas antropológica. O que está verdadeiramente em causa é a compreensão do que significa ser humano.
Este domingo, na Igreja do Colégio S. João de Brito, em Lisboa, o P. António Valério, sj tomou posse como novo Provincial dos Jesuítas em Portugal, sucedendo ao P. Miguel Almeida, sj, que termina seis anos de serviço à Província.
Na eucaristia que presidiu no domingo em Lisboa, já como Provincial dos Jesuítas, pediu à comunidade inaciana que ajude cada pessoa a encontrar “a casa onde todos, sem exceção, temos lugar: o coração de Deus”.
O martírio de São Pedro e São Paulo mostra-nos que a realidade poliédrica da comunidade cristã encontra solidez e estabilidade se estiver alicerçada no seguimento radical de Cristo e do evangelho, sem receio dos desafios de cada tempo.