O que a vida espera de nós
O modo como vivemos o que nos é dado viver, as escolhas que fazemos, as decisões que tomamos podem resgatar-nos e restaurar-nos, mesmo quando nos confrontamos com uma situação que não desejamos de todo.
O modo como vivemos o que nos é dado viver, as escolhas que fazemos, as decisões que tomamos podem resgatar-nos e restaurar-nos, mesmo quando nos confrontamos com uma situação que não desejamos de todo.
Num mundo idílico, como eu, a escola seria colorida e abrilhantada pela poesia, teatros, aulas de música e clubes de desporto. Talvez esteja na hora de apostar em tudo o que não é tão “técnico”, que ajuda a criar uma verdadeira comunidade.
Mas é a importância da memória que Severance põe em destaque. Porque é a memória que nos torna humanos e capaz de nos redimir e até salvar o outro.
A morte, como ato supremo de amor, transforma-se por isso em vida – e a essa transformação chamamos Ressurreição.
A escola não está a anular as desigualdades de partida e, em alguns casos, está até a permitir que aumente o fosso entre alunos – presente e futuro – desperdiçando as vidas de muitos Carlos.
Se seguirmos por este caminho de acusação, de ânimo leve e cara velada, contrapondo-se a reação baseada em medo, de pouco nos servirá tanto mediatismo. De resto, o mediatismo não beneficia ninguém: muito menos as vítimas.
Precisamos, por isso, de reafirmar a urgência da reconciliação, de fazer essa passagem da morte à vida, de reconstruir pontes, de curar as feridas, de pacientemente encetar o caminho que leva à paz.
É importante explicar aos jovens que cada passo na nossa aprendizagem tem o seu tempo, e que o tempo de escolarização que irão viver no secundário, tem por fim último o seu desenvolvimento pessoal e social.
Num país que anda há 50 anos a discutir o novo aeroporto de Lisboa, poderá parecer demasiado ambicioso lançar a discussão sobre a energia nuclear. Mas será que podemos dar-nos ao luxo de adiar a discussão energética?
Daí ser possível afirmar que a ressurreição de Cristo e a ressurreição dos mortos não são duas, mas uma e a mesma realidade, que no total não é outra coisa senão a verificação da fé em Deus à luz da História.