Poderá um cristão celebrar o bicentenário de Marx?
A crítica de Marx à religião estimula-nos a testemunhar cada vez mais efetivamente este zelo pela construção de um mundo mais justo: um zelo que não é exclusivo dos marxistas, pois é também cristão.
A crítica de Marx à religião estimula-nos a testemunhar cada vez mais efetivamente este zelo pela construção de um mundo mais justo: um zelo que não é exclusivo dos marxistas, pois é também cristão.
Falar em xenofobia é um óptimo refrão da melodia do politicamente correcto. Mas de que falamos quando dizemos que queremos preservar a nossa identidade europeia?
Há pessoas que acham que Deus não tem nenhuma vontade a nosso respeito. Dizem que Ele se limita a observar e a constatar o que nós decidimos. Acho isto um disparate. Nunca conheci nenhum pai assim.
Quando os professores chegam aos alunos estão tantas vezes já saturados, exaustos, das reuniões e da burocracia para tratar, que os momentos gratuitos da interação humana se transformam em momentos pesados porque a capacidade de escuta empática está severamente diminuída e a disposição interior praticamente falida.
Sossegado o clamor de muitos agentes culturais na sequência da (não) atribuição de apoios a numerosas entidades culturais, talvez faça sentido perguntar: precisamos de cultura (desta que pede dinheiro ao Estado para acontecer)?
Seria importante que nos preocupássemos com a questão mais simples de todas: “O que levará alguém a sentir um sofrimento tão profundo e transversal que justifique preferir a morte à vida?”
Na experiência crente, a pergunta sobre «onde está Deus» interroga-nos sobre o modo como olhamos para o mundo e os outros. Se é verdade que somos habitados pela sede, precisamos de ganhar olhos para descobrir as fontes imprevistas.
“Vais para Humanidades? Nem penses! Isso não te serve para nada”. Soube de um livreiro português na Suíça que teimava em vender livros em língua portuguesa. Na parede da sua livraria tinha escrito: “Quanto mais ignorantes melhor para os governantes”. Ele conhecia bem a utilidade social das letras e das humanidades.
«Aquilo que deixarmos passar em branco hoje, amanhã ocorrerá de novo, até que façamos disso um hábito e também nós nos transformemos numa engrenagem indispensável.» (Papa Francisco, em “Deus é jovem”)
Uma radical e não dinâmica interpretação da encíclica Humanae Vitae pode cristalizar numa posição segundo a qual só é moralmente aceitável a anticoncecionalidade que recorre aos chamados métodos naturais.