

Caixa de perguntas Quaresma
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A paixão, morte e ressurreição de Cristo são um mistério fundamental da nossa fé como cristãos. Todos os grandes acontecimentos, na vida humana e cristã, devem ser convenientemente preparados para serem plenamente vividos. A quaresma é o tempo litúrgico de preparação da Páscoa.
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Dizer quaresma é o mesmo que dizer quarentena. São os 40 dias de preparação da celebração da Páscoa, que começam na quarta-feira de cinzas e vão até ao tríduo pascal: quinta, sexta e sábado santo.
O facto de serem 40 dias é muito mais que uma questão de contabilidade. Este número recolhe simbolicamente o significado de Cristo ter passado 40 dias e 40 noites no deserto, em jejum e oração, antes de iniciar a sua vida pública. Também no Antigo Testamento encontramos o mesmo número simbólico de uma preparação séria: 40 anos de travessia do deserto para preparar o povo de Israel a fim de entrar na Terra Prometida; 40 dias que prepararam Moisés e Elias para o encontro com Deus, no Monte Sinai e no Monte Horeb, respetivamente; 40 dias de penitência pregados por Jonas para salvar Nínive.
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Tendo a quaresma uma dimensão penitencial, de jejum e abstinência de carne, as festas e folias do carnaval são uma despedida para entrar neste período em que se cultiva a ascese e o sacrifício, como purificação para a celebração da Páscoa. Aliás, a palavra «carnaval» vem do latim: «carne vale», ou seja, adeus à carne, porque, sobretudo nas sextas feiras, se deixava de comer carne.
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O Concílio Vaticano II sublinha dois aspetos principais da quaresma: «recordação ou preparação do Batismo» e penitência: «Inculque‑se nos espíritos, a par com as consequências sociais do pecado, a própria natureza da penitência, que é detestação do pecado por ser ofensa de Deus» (SC 109).
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A principal penitência é a conversão de nós mesmos, renunciando ao pecado e a toda a espécie de egoísmo, convertendo‑nos mais a Deus e ao amor fraterno. O nosso Papa Francisco aponta a quaresma como «um caminho de conversão, de luta contra o mal, com as armas da oração, do jejum, da misericórdia».
Assumir voluntariamente algum sacrifício ou penitência é como que uma ginástica espiritual, ou espiritoterapia, que nos treina para evitar o pecado e exercitar as obras do bem. Por exemplo, privar‑nos de alguns alimentos, particularmente de guloseimas; visitar quem vive na solidão ou está doente; praticar alguma obra de misericórdia; ajudar quem precisa de nós, renunciando a ficarmos centrados no nosso conforto.
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É a norma comum a toda a Igreja, da qual naturalmente estão dispensados os idosos, as crianças e os doentes. Trata‑se de concretizar, com uma prática, o espírito de penitência, de conversão, de renúncia ao mal e adesão ao bem.
Este gesto penitencial da tradição da Igreja poderá ser substituído «pela privação de outros alimentos e bebidas, sobretudo mais requintados e dispendiosos ou de especial preferência de cada um»; também pela oração, pela esmola ou outra obra de renúncia e caridade, segundo as normas da Conferência Episcopal Portuguesa (1985.01.28).
Porquê às sextas‑feiras e não noutro dia de semana? Para ser um gesto comunitário de penitência, de conversão, tinha de se escolher um dia, e a sexta-feira é o dia em que Jesus Cristo entregou a sua vida numa cruz para a salvação da humanidade.
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Partilhar com quem passa necessidade é mais do que um ato de generosidade, é um ato de justiça. Também o jejum deve ter este horizonte de partilha: privamo nos de algo, em solidariedade com os que experimentam situações de pobreza, oferecendo a nossa contribuição para uma obra social, para as Misericórdias ou a Cáritas…
As Dioceses costumam fomentar, em cada quaresma, uma campanha para a entrega do «contributo penitencial» com uma finalidade determinada.
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Propagação da infeção por covid-19 leva ao cancelamento do Fórum das Famílias, previsto para amanhã, dia 7, na Universidade Católica no Porto.
A ascese é sempre exercício e renúncia. Entramos, pois, num mundo simbólico que se exprime na necessidade de descontinuidades, para que algo de novo, inédito, inesperado, possa surgir.
O Grupo Provincial das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus parte da sua experiência comunitária para nos fazer uma proposta para viver a primeira semana da Quaresma.
Na verdade, trata-se de três dimensões fundamentais da vida cristã, não exclusivas da Quaresma. E aliás, em certa medida, são práticas transversais a várias religiões e cujo apelo perdura até hoje, até em esferas seculares.
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Continua a ficar muito por fazer: porque nos esquecemos de que a oração age em conjunto e não sozinha. Somos nós os agentes e únicos garantes de uma mudança que precisamos.
Uma análise sobre o modo como têm sido aplicadas a eutanásia, a morte assistida e o suicídio assistido na Bélgica, Holanda e Suíça. Dados muito concretos que podem ajudar à reflexão.
Celebra-se no próximo dia 11 de fevereiro o Dia Mundial do Doente. Antecipando essa data, publicamos uma caixa de perguntas que nos ajuda a compreender o sentido e a história do Sacramento da Unção do Doentes.
No domingo assinala-se, pela primeira vez, o Domingo da Palavra de Deus. Uma novidade instituída pelo Papa Francisco que convida os fiéis a redescobrir “a riqueza inesgotável que provém daquele diálogo constante de Deus com o Seu povo”.
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