Defender a vida entre o princípio e o fim
É importante dar prioridade ao cuidado pela vida dos nascituros e dos doentes terminais, mas igualmente ao cuidado pela vida dos que, já tendo nascido, não são respeitados na sua dignidade.
É importante dar prioridade ao cuidado pela vida dos nascituros e dos doentes terminais, mas igualmente ao cuidado pela vida dos que, já tendo nascido, não são respeitados na sua dignidade.
Os sindicatos são movimentos sociais independentes, mas parece inegável o peso que determinados partidos e as suas agendas políticas exercem sobre eles. Estará a descredibilização do movimento sindical relacionada com a sua partidarização?
Quarenta e cinco anos depois do discurso inaugural que marcou o 25 de Abril, hoje, dia em que se assinala o 25 de Novembro, é relevante perguntar: a que Estado chegámos nós?
Manter os braços cruzados em defesa de um ‘status quo’ que começa a não ser significativo para muitos é talvez a melhor forma de agravar os conflitos e chegar a situações nada desejáveis.
É inaceitável que continuem a existir portugueses que vivem na rua, dormindo em tendas, em camas de cartão, em portadas de prédios, envoltos em mantas sujas, nas ruas em que circulamos diariamente e onde os ignoramos.
Não há desculpa para que não estejamos atentos aos sinais que outros antes de nós não conseguiram – ou não quiseram – ver; para que saibamos ler nas entrelinhas e reconhecer o recrudescimento de males antigos ainda que com novas roupagens.
Na realidade, a disciplina supre duas necessidades que muitos têm vindo a reconhecer: a de formar para a compreensão do fenómeno religioso e para a dimensão ética.
Chegámos aqui porque o Estado utilizou a dívida de forma errada, não como resposta a uma vontade coletiva de criar melhores condições para que cada pessoa se desenvolva. Investimos de menos naquilo que nos permitiria escolher crescer.
Votar em quem, se não há ninguém que vá ver as condições em que vivem? Entre uma esquerda que os usa e uma direita que os responsabiliza, nenhuma oferece soluções. Talvez ninguém queira saber.
É importante conhecer bem as propostas de todos os partidos políticos, confrontarmos cada uma dessas propostas com os critérios do Evangelho e da Doutrina da Igreja e não nos deixarmos enganar pelas aparências de bem que espreitam por aí.