O que é o Progresso?
Quando “avançar para diante” implica deixar de olhar para a pessoa, fechar-se no seu egoísmo, ser indiferente à vida ou morte do semelhante, estamos em evidente regressão.
Quando “avançar para diante” implica deixar de olhar para a pessoa, fechar-se no seu egoísmo, ser indiferente à vida ou morte do semelhante, estamos em evidente regressão.
A culpa pode também ser do próprio Marcelo, que é tudo do melhor que há e ao mesmo tempo tudo o que é excessivo e corre mal. Estava tudo tão bem, para quê ainda ir ao Rock in Rio falar à frente de um painel cheio de marcas publicitárias?
Não havendo novidades que importem, aproveito para fazer três comentários a três assuntos que, parecendo estranhos uns aos outros, têm a coragem e a política como ponto comum.
Não queremos decisões políticas tomadas só a partir de gabinetes em Lisboa, tal como não se conhece um país viajando pelo Google Maps. Se isto não é política, então que coisa é a política?
Fazer memória é homenagear vivos e mortos. É lutar contra o impensável, para que não se repita. Pedrógão – a tragédia que chocou o país – revivida no Ponto SJ pelos jornalistas do Observador. Os primeiros a chegar à estrada da morte.
Um ano após a tragédia de Pedrógão, Henrique Pereira dos Santos diz que temos de nos habituar a grandes fogos. Porque eles virão. Solução para atenuar problema está na gestão do combustível da floresta, serviço que sociedade terá de pagar.
Dados científicos demonstram que o desenvolvimento dos países traz maior inatividade. Pode atingir os 70% devido às mudanças nos meios de transporte utilizados, ao aumento do uso de tecnologias, aos valores culturais e à urbanização.
O que se exige é que se pense na sociedade como um todo, não apenas como uma coleção de partes. Que não se pense na nossa felicidade individual a qualquer custo.
Quando existe a expetativa de que uma determinada lei deixará de o ser em algum momento, abre-se caminho a comportamentos oportunistas que minam a coesão social.
Ser-cristão é, pois, ser-político de corpo e alma. Exige que demos a vida por esse sonho, ainda sem lugar mas possível, de uma Humanidade fraterna, como Deus a terá imaginado.