Os invisíveis não existem
Sabemos pouco de quem são, onde vivem e como vivem estas pessoas. Na verdade, não pensamos nelas sequer como pessoas. São pobres.
Sabemos pouco de quem são, onde vivem e como vivem estas pessoas. Na verdade, não pensamos nelas sequer como pessoas. São pobres.
Porque lutam os ucranianos, e porque recusam render-se? Por aquilo que o Ocidente democrático, liberal e capitalista se define: pela liberdade e pela soberania.
Neste Portugal sem elite, mas de muitas elites, há uma menos visível que as outras, mas que faz o país andar para a frente. É a elite composta pelas pessoas mais insuspeitas: a da sociedade civil mobilizada.
A constante e incessante polarização da sociedade é uma realidade. A mentira a sua mais útil e maior ferramenta. Na política, na religião, nos nacionalismos. Anti-Putin ou Anti-guerra. Fascista ou Comunista. Ricos ou pobres.
Os líderes e os seus porta-vozes declaram-se a favor da paz na Guerra na Ucrânia, como se se tratasse de uma categoria político-moral absoluta.
A incapacidade de assumir as fragilidades e desafios das sociedades liberais contemporâneas pode levar-nos a desejar “escapar do peso da liberdade”, isto é, a refugiarmo-nos em novas dependências míticas e na submissão ao medo.
Para um cristão, onde quer que se encontre, o apelo é sempre o da proximidade, seja muito ou pouco o que leva no bolso. Porque, se é certo que ter confere poder, é ainda mais certo que basta ser para se poder dar.
O sentido de justiça social, que levou a reformas do capitalismo, mostra-se esmorecido. Assim se vai espalhando a “economia que mata”, nas palavras do Papa Francisco.
No 5º aniversário do Ponto SJ, promovemos uma conversa sobre a qualidade do diálogo e do debate no espaço público e eclesial. Chamamos para a mesa António Lobo Xavier, Francisco Assis, Rita Sacramento Monteiro e P. Paulo Terroso.
O mérito tornou-se na medida de todas as coisas e fez-nos esquecer a ideia de que uma sociedade é tão mais justa quanto mais for capaz de diminuir a desigualdade.