Os jesuítas Andreas Lind, Francisco Mota, Miguel Pedro Melo e Paulo Duarte celebraram ontem, Solenidade da Santíssima Trindade, os seus últimos votos na Companhia de Jesus. A celebração que assinala a incorporação definitiva dos jesuítas na Companhia de Jesus decorreu na Sé Nova de Coimbra, à tarde, e foi presidida pelo P. Miguel Almeida, Provincial da Província Portuguesa da Companhia de Jesus.
Perante uma igreja cheia de familiares e amigos, os quatro jesuítas professaram de forma solene e pública os votos de pobreza, castidade e obediência, bem como um quarto voto de disponibilidade especial ao Papa e uma promessa de especial cuidado na educação das crianças. Esta profissão aconteceu depois do momento da consagração, antes da distribuição da comunhão, e perante a sagrada eucaristia. Já na sacristia, no final da celebração, e apenas perante o Provincial e os companheiros jesuítas, os quatro sacerdotes jesuítas proferiram os chamados votos de sacristia, cinco votos relativos à vida interna da Companhia.
Na homilia da celebração, o P. Miguel Almeida, Provincial, salientou o amor infinito e incondicional de Deus que se expressa na relação entre as três figuras da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. “Hoje celebramos o fim último da nossa existência que é a plena comunhão com Deus, a totalidade da entrega e da alegria, um amor que não tem condições”, afirmou. Referindo-se à Santíssima Trindade como “relação” e “comunidade”, à qual somos chamados, o P. Miguel sublinhou ainda que todos têm lugar no coração de Deus.
Lembrando que, criados à semelhança de Deus, somos também seres de relação, o Provincial dos Jesuítas enfatizou que não fomos criados para estarmos isolados nem nos auto-realizarmos. “Somos chamados a encontrar o nosso modo de estar no mundo como seres de entrega e relação.” A celebração da Santíssima Trindade, acrescentou, “fala-nos do amor e deste desejo único que está no coração do homem: amar e ser amado”.
Na vida dos jesuítas que professaram os seus últimos votos, este amor de Deus transformou-se “num apelo tão profundo e a maneira que descobriram de lhe responder foi a consagração total das suas vidas a Deus”. O P. Miguel lembrou que na Companhia de Jesus os votos têm uma dimensão apostólica, pelo que os jesuítas que os fazem, fazem-no para estarem mais disponíveis para o mundo, para “o bem das almas, estando mais próximos dos que mais sofrem, com um coração aberto a todos.”
No final da celebração, em nome dos quatro jesuítas, o P. Paulo Duarte agradeceu a Deus o caminho percorrido por cada um, os frutos e dons de Deus, bem como o apoio das famílias, dos amigos, dos irmãos jesuítas e de tantos outros, nos “momentos mais primaveris e nos momentos mais invernosos”.
A festa prosseguiu durante a tarde e início da noite na Quinta da Esperança, em Cernache, com um momento de convívio entre todos.
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Fotografias: Pedro Perpétua (Rede Mundial de Oração do Papa)
