Razões de um católico que vota pela vida
Se é verdade que as designações de esquerda e direita não fazem sentido por si mesmas, há contudo parâmetros objectivos que os católicos não podem ignorar à hora de votar.
Se é verdade que as designações de esquerda e direita não fazem sentido por si mesmas, há contudo parâmetros objectivos que os católicos não podem ignorar à hora de votar.
Partindo da leitura que Pablo Iglesias, líder do Podemos, fez da Guerra dos Tronos, o P. Manuel Cardoso, sj analisa a situação portuguesa com vista às próximas legislativas.
Um católico reflete sobre a sua participação política e o seu voto a partir da dignidade da pessoa, do bem comum, da solidariedade, e da subsidiariedade. A pessoa deve ser princípio, sujeito e fim das instituições sociais.
Vêm aí mais umas eleições legislativas, oportunidade para tomar o pulso do nosso sistema democrático. Se as vivermos como apenas mais uma formalidade, talvez a nossa democracia esteja em perigo, pois nunca está definitivamente garantida.
A participação democrática é uma aprendizagem e, como qualquer aprendizagem, se não há quem cuide de a promover, ela não vai ocorrer.
Diogo Belford Henriques, do CDS-PP, responde ao artigo do P. Francisco Mota, sj, que se refere à posição do candidato centrista às eleições europeias sobre o tema dos migrantes e refugiados.
Se o sistema político-partidário está desenhado para ser relativamente fechado, será nosso dever apoiar a sua abertura. A forma mais direta, concreta e realisticamente alcançável de contribuir para esse objetivo é votar num partido pequeno.
Contra populismos, a solução é estudar os programas políticos, as problemáticas sociais complexas como imigração ou automatização da indústria, é estudar a história política da Europa. Senão as acusações de populismo são também populistas.
Enquanto outros falam sobre fragmentação, eu prefiro falar sobre diversidade e pluralidade. A pluralidade mostra o grau de diversidade de uma sociedade.
Confesso-vos que, para mim, que comecei a minha vida profissional a estudar a China, uma ditadura onde a dissidência se paga muitas vezes com a morte, a forma displicente como muitos abdicam de exercer o seu voto é chocante.