Crise pandémica: ambivalências e vias de esperança
Ainda não sabemos quais as mudanças que vieram para ficar, mas será na ponderação destas ambivalências que é necessário procurar caminhos e vias de esperança para o futuro pós-COVID.
Ainda não sabemos quais as mudanças que vieram para ficar, mas será na ponderação destas ambivalências que é necessário procurar caminhos e vias de esperança para o futuro pós-COVID.
A mensagem fundamental é que precisamos de “Descentrar-se e transcender”, recordando também a Doutrina Social da Igreja, nomeadamente os princípios do Bem Comum, Solidariedade e Subsidiariedade: “a fraternidade é hoje a nossa nova fronteira”
Na política, na lei, no trabalho, nas relações… investe-se tanto esforço para tudo queimar. Queimar no sentido de destruir, de deixar apenas cinzas como vestígios efémeros de um passado, e da aniquilação de narrativas que incomodam.
Ironicamente, a pandemia empurrou-nos para uma reflexão profunda sobre o ensino tal como é pensado nos seus diferentes níveis, sem qualquer hipótese de regresso ao passado. Ironicamente, são as crises que despoletam mudança.
Mais do que a descida do país em rankings internacionais de democracia e liberdade, é preocupante a causa desse sintoma: o ambiente cada vez menos democrático que se vive no nosso país.
O último romance de Marilynne Robinson – Jack – é um convite a redescobrir a arte de viver sem ângulos retos, na paciente perscrutação do eu, dos outros e do mundo.
Ainda não me habituei à palavra ‘pandemia’. Continua tão surreal como era em Março do ano passado. Tenho dificuldade em usá-la a sério. E confesso que continuo sem conseguir dizer ‘a situação que atravessamos’ sem uma certa ironia.
É com perguntas mais definitivas e controversas do que aquelas a que nos habituámos – sobre a relação da pessoa com a natureza, com o “estrangeiro”, o consumo, os seus mais próximos – que se encontram as fontes das divisões contemporâneas.
Vivemos um tempo de Magis, onde cada um é chamado a fazer as melhores escolhas, dentro das próprias circunstâncias, para o maior bem de todos, sobretudo dos mais idosos e mais frágeis.
Concluído o processo parlamentar de elaboração da lei que aprova a eutanásia e o suicídio assistido, vale a pena olhar com serenidade (crítica) para o texto aprovado como forma de antecipar os próximos passos.