Caderno de Advento – Devagar, a Esperança - Ponto SJ

Caderno de Advento – Devagar, a Esperança

Caderno de Advento é uma iniciativa conjunta do Colégio S. João de Brito e Colégio das Caldinhas. Introdução é do P. Provincial Miguel Almeida, sj.

Caderno de Advento é uma iniciativa conjunta do Colégio S. João de Brito e Colégio das Caldinhas. Introdução é do P. Provincial Miguel Almeida, sj.

Este ano, tal como em anos anteriores, a Associação de Pais do Colégio São João de Brito disponibiliza uma proposta de caminhada para as famílias. Este caderno de Advento é feito com a colaboração das famílias, representantes das associações de pais, professores, membros do conselho de direção do Colégio de São João de Brito, em Lisboa, e do Colégio das Caldinhas, em Santo Tirso, bem como jesuítas dos dois colégios.

A introdução a este caderno, que transcrevemos em baixo, cabe ao Provincial dos Jesuítas, P. Miguel Almeida. A proposta pode ser consultada e descarregada aqui.

Link para o Caderno do Advento em modo “folheável“. 

 

Devagar, a Esperança

Não sei. Intuo, mas não tenho a certeza. O que te fez chegar a este dia e te faz desejar o amanhã, não será a Esperança?

A esperança abre-nos as portas do amanhã e faz-nos, pelo menos, querer espreitar. Talvez venha mais sol. Algum sorriso do outro lado? Alguém para amar? Apesar de pequenina, a esperança traz consigo uma força capaz de revolucionar o mundo. Como uma criança que nasce. O Advento é um novo amanhecer. É aquela rompedura de sol na espessura da noite e das nuvens, que rasga o horizonte e diz à vida não te resignes a seres cinzenta. É um tempo bonito que convida a sonhar de novo, que diz vale a pena, que sabe conjugar lágrimas e sorriso no mesmo rosto.

Olha bem. Escuta com atenção. Com tempo. Nestes dias antes do Natal, dá-te à urgência de parares. Como Maria que guardava tudo no seu coração. Reconhece que, se o nosso mundo ferido – e o teu mundo interior, o mundo das tuas relações – traz porventura consigo alguma razão para chorares, também esconde a graça inviolável e inquebrantável de te fazer dizer obrigado.

Não cedas. Não te gastes a celebrar o Natal antes de tempo. Vive a beleza do tempo da esperança, que é tempo do sonho, do desejo, da imaginação, da reconciliação. Abre-te, como Maria, que estava de esperanças, a saíres da tua Nazaré e a seres conduzido a Belém, devagarinho, por José, até que se completem os dias de dares Jesus à luz.

Neste ano Jubileu da Esperança, deixemos que o Advento nos traga a brisa de um futuro cheio de paz. E que o nosso coração transborde daquela alegria que nos faz ir ao encontro dos outros, especialmente daqueles que, como Jesus, não encontram lugar nesta vida. De verdade, só constrói a esperança quem descobre que a vida é partilha.

P. Miguel Almeida, sj

 

 

* Os jesuítas em Portugal assumem a gestão editorial do Ponto SJ, mas os textos de opinião vinculam apenas os seus autores.