No dia 13 de dezembro, a catedral de Notre-Dame, em Paris, será palco da beatificação do jesuíta Victor Dillard (1897-1945), mártir de fé durante a II Guerra Mundial, juntamente com outros 49 sacerdotes, religiosos e leigos mortos em 1944 e 1945. A cerimónia celebra a coragem de quem, por fidelidade à fé, deu a própria vida. Uma missa de ação de graças será celebrada no dia seguinte, 14 de dezembro, na Igreja de Santo Inácio, em Paris, às 11h.
O P. Victor Dillard, sj dedicou a vida à educação e ao acompanhamento espiritual de jovens e trabalhadores, particularmente os enviados para o STO (Service du Travail Obligatoire) na Alemanha. Em setembro de 1943, escreveu no seu diário: “Não tenho dificuldade com a morte… Deixarei que Ele faça o que quiser, mesmo que seja a Sua vontade conduzir-me por um caminho difícil.” Ao escolher juntar-se aos jovens, foi preso e deportado para Dachau. Morreu de septicemia, em janeiro de 1945.
Ordenado sacerdote em 1931, Dillard foi um jesuíta profundamente comprometido com a doutrina social da Igreja, com a educação e a formação espiritual de jovens, em tempos de guerra. Reconhecido como mártir em junho de 2025 pelo Papa Leão XIV, a sua beatificação insere-se numa tradição da Companhia de Jesus, que já contabiliza mais de 180 santos e beatos, muitos deles mártires da fé em contextos de perseguição.
A vida de Victor Dillard é também a história de uma resistência cristã discreta, mesmo os momentos mais sombrios da humanidade.
