Politiquice e indiferença
Que Estado é este que continua a tolerar o insuportável e elabora despachos por politiquice? E que direita é esta que reage com ignorância, indiferença e tanta falta de habilidade política?
Que Estado é este que continua a tolerar o insuportável e elabora despachos por politiquice? E que direita é esta que reage com ignorância, indiferença e tanta falta de habilidade política?
Há uma dimensão política nestas propostas e deliberações que poderá surpreender ou até afastar algumas cristãs e alguns cristãos. O recolhimento numa fé situada à margem do mundo, uma fé que não é a de Jesus, é uma tentação frequente.
A igreja não é um museu, é o contrário do museu. Tem de facto conteúdo artístico, mas é em primeiro lugar um espaço de culto vivo e aberto, de reunião e encontro da comunidade: a ecclesia.
Podemos não gostar do que vemos, mas o estado da política e a qualidade dos políticos é em grande medida o reflexo da sociedade em que vivemos.
Quem vai ajudar Hong Kong? Para quem sente a liberdade a fugir debaixo dos seus pés é, infelizmente, uma pergunta sem resposta.
O interior português vive, neste contexto, um dos maiores e mais fatais paradoxos da sua história contemporânea.
Depois de um processo atribulado, vota-se hoje a presidência da Comissão Europeia. Se queremos promessas cumpridas e mudança política, estes acontecimentos deviam-nos instruir sobre a nossa responsabilidade enquanto cidadãos.
As estruturas criadas desresponsabilizam-nos, pois acreditamos que “alguém” terá a obrigação de resolver os problemas com que nos cruzamos. O resultado é que podemos já nem saber identificar dificuldades nas pessoas à nossa volta.
Antes de chegarmos a conclusões apressadas, há que dar todas as possibilidades de votar aos eleitores. Se não ainda podemos concluir precipitadamente que os políticos não estão interessados em mudar nada.
O abuso e a concentração do poder matam a iniciativa e criatividade dos indivíduos e coletividades, pois restringe a sua capacidade de interromper processos automáticos, capacidade para arriscar, de ousar e não temer o novo como uma ameaça.