Combater o medo com caridade e verdade
Num sentido cristão, à luz da doutrina social da Igreja, os tempos que vivemos exigem caridade e verdade. Tal como nos apresentou o Papa Bento XVI na Encíclica Caritas in Veritate.
Num sentido cristão, à luz da doutrina social da Igreja, os tempos que vivemos exigem caridade e verdade. Tal como nos apresentou o Papa Bento XVI na Encíclica Caritas in Veritate.
Falamos, hoje, de um pântano com contornos criminais, mais aproximável à Operação Marquês do que a mais um impasse político.
Hoje a Igreja reconhece o pluralismo político, mas não se escusa a acentuar que o mercado, sendo útil para o crescimento económico, deve ter limites.
As bombas caem, uma após outra, sobre Gaza. É lá que estão os reféns israelitas, sujeitos a ficar debaixo dos escombros provocados por quem os devia salvar.
Defender o direito de a Palestina existir como Estado não obriga a apoiar o Hamas, ou a recusar o direito de Israel a existir. Assim como o inverso, defender o direito de Israel existir em segurança é compatível com recusar os colonatos.
As instituições estão minadas, porque a nossa democracia nunca soube criar verdadeiros freios e contrapesos do poder, antes o prefere (sempre o preferiu) paternalista, centralista, absoluto.
Para demasiadas pessoas de ambos os lados, não há civis, não há observadores inocentes! A humanidade do outro foi quase totalmente obscurecida por décadas de conflito que fecharam todos os horizontes, exceto o da guerra sem fim.
Ao longo destes anos difíceis, que ainda mais cérebros custaram ao País, o nosso Governo tem dançado ao ritmo de uma música que só ele ouve.
As Eleições Europeias perfilam-se como verdadeiros testes para o Governo de maioria absoluta e para uma oposição que se quer afirmar como alternativa credível.
Uma sociedade decente não pode aceitar que há uma equivalência entre os que têm o que comer e onde dormir e os que não têm, deixando que as diferenças de resultados se expliquem todas pelo mérito.