Encontrar um lugar de esperança - Ponto SJ

Encontrar um lugar de esperança

Quinta da Esperança, em Cernache, quer ser lugar de oração e procura de sentido, dedicando-se privilegiadamente à pastoral juvenil e vocacional dos Jesuítas em Portugal. Tem várias casas e espaços para acolher atividades de fora.

Cernache é um lugar incontornável na História recente dos jesuítas em Portugal. Há 85 anos, quando os jesuítas compraram a quinta aos Condes da Esperança para ali estabelecerem o seu noviciado, mal sabiam que a casa dos condes só seria noviciado em 2007, que a quinta se converteria em escola apostólica e, daí, em colégio aberto gratuitamente aos rapazes e raparigas da região. Tão-pouco imaginaram que o Colégio da Imaculada Conceição – o tão querido CAIC – encerraria as suas portas em 2019 ou que o noviciado se voltaria a transladar para a Quinta do Loreto. Ou que em 2023, no rescaldo da Jornada Mundial da Juventude, respondendo ao movimento sinodal impulsionado pelo Papa Francisco e às Preferências Apostólicas Universais da Companhia de Jesus, uma nova forma de vida comunitária surgiria naquele espaço entre lagos, árvores tropicais e memórias de alunos e educadores.

Essa comunidade, composta por jesuítas e leigos, abriu as portas não só a quantos começaram a fazer do antigo CAIC um lugar de paragem, mas também a novas formas de pensar o papel das novas gerações na Igreja e no Mundo. As portas abriram-se para todos os que quiseram revisitar os espaços que os viram crescer, escutaram as necessidades de quem chegava de novo, ousaram experimentar outras formas de acolhimento e hospitalidade. Sempre fundados no modo de proceder próprio da Companhia de Jesus.

Alicerçados no legado de tanta história, os jesuítas perguntaram-se como poderia a Quinta responder aos novos tempos e necessidades. Tal como em 1954 os jesuítas escolheram chamar a este espaço Colégio da Imaculada Conceição por se viver, na ocasião, o centenário da definição do dogma da Imaculada Conceição, em 2025 escolheram chamar-lhe Quinta da Esperança, inspirados pelo ano jubilar da Esperança proclamado pelo Papa Francisco.

A Quinta recebia, assim, uma nova missão: a de ser lugar de oração e procura de sentido, dedicando-se privilegiadamente à pastoral juvenil e vocacional dos Jesuítas em Portugal.

Dois anos depois do novo regresso, em setembro de 2025, contavam-se ter passado pela Quinta quase 18.000 pessoas distribuídas por mais de 300 atividades realizadas; 93% destas atividades destinadas a jovens abaixo dos 35 anos. A Casa de São José e a Casa Santo Afonso mantêm-se como casas para retiros e atividades. A Casa das Palmeiras é, agora, uma Residência Artística, onde jovens artistas emergentes podem pensar e produzir arte num estilo de vida comunitário e simples. Na ala poente do edifício do Colégio, nasceu o Albergue Santo Inácio com capela, salas e camaratas. A biblioteca é uma sala de conferências. Na Casa da Música instalou-se um estúdio para produção musical. E o auditório, anfiteatro, salão de teatro, pavilhão e refeitório são agora usados para encontros, reuniões, conferências e congressos. Além disso, vários espaços estão cedidos a instituições que aí desenvolvem os seus trabalhos.

Da imagem criada para a Quinta da Esperança, destacam-se três elementos essenciais, que evocam a esperança que marca a vida de quem lá chega: a cruz, sinal explícito de Cristo, em quem a Quinta encontra o sentido da sua missão; a folha verde escura, sinal da perenidade do passado sobre o qual se continua a construir a história deste espaço; a folha verde clara, novíssimo rebento que nos abre às possibilidades que o futuro traz. Seja a Quinta da Esperança lugar onde parar para seguir melhor, lugar de respiro para se viver em paz o ritmo acelerado das vidas urbanas.

Para conhecer melhor os espaços e a atividade da quinta, visite o site: https://www.quintadaesperanca.org/