A escola, a sociedade e as ditas ideologias
Usaremos a objeção de consciência para as disciplinas de história, economia, filosofia por não serem suficientemente objetivas e darem demasiado espaço à discricionariedade do professor?
Usaremos a objeção de consciência para as disciplinas de história, economia, filosofia por não serem suficientemente objetivas e darem demasiado espaço à discricionariedade do professor?
O manifesto «Em defesa das liberdades de educação» pode ser reaccionário, cavernícola, ultramontano e o que lhe quiserem chamar, mas é o que melhor salvaguarda o interesse das duas crianças em prosseguirem um brilhante percurso académico.
Esta é uma oportunidade ímpar para fazer da discussão um momento de construção e não de polarização ou radicalismo. Que sirva para clarificar os desígnios desta componente curricular, para se apostar em mais e melhor formação.
Procurar o Mozart, o Einstein ou o Ronaldo que há em cada dos nossos filhos dá uma trabalheira que não se imagina. Não tentem que até é perigoso. Ora, nem eles nem eu aguentámos o desafio.
Debate com Eduardo Marçal Grilo e David Justino será transmitido na sexta-feira, dia 2, em direto da Brotéria e terá como tema: “Como educar para a Cidadania? O papel da escola e das famílias”.
A componente curricular de Cidadania e Desenvolvimento tem aparecido claramente como espaço e oportunidade de trabalho e não podemos negar que a sua equiparação às restantes disciplinas acaba por ter um efeito cultural muito importante.
O problema é que nem me parece certa a abordagem de quem quer impor aos nossos filhos uma determinada visão do mundo, nem me parece certa a abordagem de quem quer proteger os filhos de conhecerem outras visões do mundo.
A Constituição proíbe a programação da educação por directrizes filosóficas, religiosas e políticas, mas não diz o que deve entender-se por educação “programada” nesse sentido. Esta importante e difícil questão deveria ser o cerne do debate
O nosso mundo é feito de controvérsia e a escola faz parte do mundo, não existe num plano à parte. Pretendermos desviarmo-nos desta realidade não contribui para formar os cidadãos responsáveis, intervenientes e críticos que precisamos.
Mantemos um sistema de ensino que tende para o estilo de fábrica em série. Agora assumimos que as crianças podem ser autómatos. Pelo menos somos consistentes…