Afonso Espregueira ordenado diácono em Saint-Denis - Ponto SJ

Afonso Espregueira ordenado diácono em Saint-Denis

Celebração decorreu no sábado, dia 11, em Paris, e contou com a participação de muitos jesuítas, familiares e amigos do Afonso, bem como do Provincial, P. Miguel Almeida.

No sábado, dia 11 de abril, o jesuíta português Afonso Espregueira foi ordenado diácono em Saint-Denis, cidade da área metropolitana de Paris. Natural do Porto, o Afonso entrou na Companhia de Jesus em 2017, em Cernache, onde fez o noviciado. Realizou depois os estudos de Filosofia em Braga e o magistério no Colégio das Caldinhas. Atualmente, vive em Paris, onde está a concluir o 1.º ciclo de teologia.

A ordenação foi presidida por D. Étienne Guillet, bispo da diocese de Saint-Denis, e teve lugar na catedral homónima. A basílica é um lugar histórico de peregrinação e devoção em França, por ser o lugar da sepultura de S. Dinis, o primeiro bispo de Paris, martirizado na colina de Montmartre no século III. Foi precisamente em Montmartre que Santo Inácio e os primeiros companheiros jesuítas fizeram os seus primeiros votos, em 1534.

Fotografia%20de%20Manuel%20Trigueiros
Fotografia de Manuel Trigueiros

Juntamente com o Afonso, um jesuíta francês foi ordenado padre e foram ordenados diáconos outros quinze jesuítas de oito países e cinco continentes, assim como um irmão da Ordem Hospitaleira, fundada por S. João de Deus. A celebração contou com a presença do P. Miguel Almeida, provincial da Província Portuguesa da Companhia de Jesus, bem como de vários familiares e amigos do Afonso.

Fotografia%20de%20Xavier%20Leonard
Fotografia de Xavier Leonard

Na homilia, D. Étienne Guillet começou por anunciar a Cristo como aquele que vence as trevas, sublinhando a necessidade de acolher a luz da manhã da Ressurreição, sem a qual a nossa celebração seria vã. Evocou ainda a figura de Saint Denis e falou sobre como a basílica em que celebrámos é um lugar de missão. Referiu que a missão nunca se vive a sós e que é sempre uma viagem de encontro ao outro e a outras terras, lembrando a diversidade de proveniências dos ordenados.

No dia seguinte, o Afonso serviu pela primeira vez como diácono na missa dominical dos irmãos de S. João de Deus, onde estiveram presentes a comunidade que aí celebra missa habitualmente, alguns companheiros jesuítas e os portugueses que vieram a Paris. Na homilia, o Afonso propôs a seguinte pergunta: “Qual é, para cada um de nós, o sinal de Cristo ressuscitado, que nos faz exclamar, como Tomé “Meu Senhor e meu Deus!”? Percorrendo as várias narrativas de encontro com o Cristo Ressuscitado (de Maria Madalena a Tomé e aos discípulos de Emaús), destacou que o encontro com o Senhor é sempre pessoal, que a revelação não acontece em massa, ou segundo um modelo pré-fabricado, mas na linguagem própria do nome de cada um. A Maria Madalena o Senhor chama pelo nome, a Tomé revela-se ferido, marcado, e aos discípulos de Emaús parte o pão, após um tempo largo de conversa… como se revela na vida de cada um de nós?

A manhã terminou na comunidade jesuíta S. Pedro Fabro, onde vive o Afonso, com um almoço que reuniu também os familiares e amigos de um jesuíta indiano, Ambrose, ordenado igualmente no sábado. O almoço terminou com um momento preparado pelos companheiros de comunidade do Afonso, em que cantaram juntos, ao ritmo da música Les Champs-Elysées, de Joe Dassin, “C’est fête aujourd’hui, c’est fête aujourd’hui ! De Porto ou de Bombay on est venu à Blomet, nous célébrons, Alléluia, les ordinations!”

O vídeo da celebração pode ser visto aqui:

Colaboração no texto e fotografias: Leonor Banha da Silva e Manuel Trigueiros.