As marcas do (des)amor
Proteger uma criança começa antes do gesto violento. Começa na consciência. Na responsabilidade. Na humildade de reconhecer limites. Na coragem de pedir ajuda. Na comunidade que sustenta e acompanha.
Proteger uma criança começa antes do gesto violento. Começa na consciência. Na responsabilidade. Na humildade de reconhecer limites. Na coragem de pedir ajuda. Na comunidade que sustenta e acompanha.
Vamos continuar a percorrer este caminho, de coração aberto, com humildade e esperança, levando-O, através da nossa escuta e cuidado, ao encontro dos mais “pequeninos”. E vamos fazê-lo juntos e em Igreja. É este o nosso compromisso.
As vítimas precisam de sentir que a Igreja reconhece, através dos seus responsáveis, que não foi capaz de as proteger, de detetar as situações e de agir a tempo de as eliminar. Reconhecer o abuso é reconhecer o dano e as suas consequências.
Para um cristão, inspirado por Jesus no modo como vai ao encontro do outro e das suas fragilidades, proteger e cuidar de uma criança é tão simplesmente amá-la incondicionalmente. Parece tão simples, mas é o maior desafio das nossas vidas.
Aprender a discernir a generosidade. É esta a ajuda deste artigo que nos faz pensar sobre o modo de viver o desejo de dar que se manifesta no Advento.
Sofia Marques, coordenadora do Ponto de Escuta, diz que foram atendidas mais de 100 pessoas em dois meses e que a maioria diz ter-se sentido melhor depois da conversa com um voluntário. Para já, o serviço é para manter.
Cuidar é dar ao outro aquilo que ele precisa. É respeitar o outro na sua integridade e na sua unicidade. É confiar. É este o convite do Papa Francisco na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz deste ano.